"Eu sou a nata do lixo, eu sou o luxo da aldeia, eu sou do Ceará" (Terral- Ednardo)
O que faz alguém se identificar com sua terra? O clima, lugares, pessoas, comida, músicas, costumes, culltura? O que proporciona a alguém a sensação de pertencer a alguma terra? Uma pessoa certa vez me disse se sentir mais baiana quando estava fora da Bahia. Será que quando saímos da terra, a trazemos conosco para onde vamos? Parece que sim. E nas canções, identificamos aquilo que nos identifica na nossa casa, no nosso terreiro, no nosso lar....
E faço isso para comentar a bela música Terral, de Ednardo, composta há mais de 40 anos, sobre sua terra, o Ceará.
O Pessoal do Ceará, quase uma antítese nordestina da Tropicália tipicamente baiana, traz um sentimento cru de identidade cearense, que na canção Terral se materializa na frase "eu sou a nata do lixo, eu sou o luxo da aldeia, eu sou do Ceará". A gente percebe nessa frase o orgulhoi e a vaidade do cearense, um povo quue ri de si mesmo, mas que, como todo nordestino, é valente, rude, mas cheio de sentimentos profundos e delicados.
Ednardo, no seu sítio digital (www.ednardo.art.br) comenta sobre a canção:

E uma voz que tem o sol me a areia e que se identifica como alguém da América do Sul... e, na "Sudamérica", ser a famosa "nata do lixo e o luxo da aldeia", ou seja, sou cearense, sou a elite, sou o luxo, sou a nata... mas sou da América do Sul, sou do Nordeste, sou do Ceará. Então a nata é a nata do lixo. E o luxo, da Aldeia.
Logo então Ednardo passa a cantar com saudade dos lugares de Fortaleza... Aldeota, Praia do Futuro, o Farol velho e o novo... uma música de saudade da sua terra... das dunas brancas, o luxo do lixo, a nata da aldeia....
Fonte - Musicblog

