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1 de set. de 2011

Invenções da China Antiga


Nós não percebemos como muitas coisas são importantes para nós no mundo moderno. Cabos de fibra ótica entregam enormes quantidades de informação quase à velocidade da luz. Você pode entrar em seu carro e falar seu destino a um sistema de navegação GPS, e uma voz digitalizada sem vida dita orientações fáceis de seguir. Nós temos isso bem aqui no século 21.

À medida que o tempo passa, fica mais fácil ignorar as contribuições daqueles que vieram antes de nós. Ainda no século 19, Charles Duell, o responsável pelas patentes dos EUA, supostamente observou que tudo o que poderia ser inventado já havia sido inventado.
Se Duell disse mesmo tal coisa, ele claramente estava por fora. Os séculos 20 e 21 viram enormes explosões de inventividade.
Talvez nenhuma outra civilização antiga tenha contribuído mais para o avanço do progresso humano do que a chinesa. Aqui estão dez das maiores invenções dessa antiga nação, sem nenhuma ordem específica.

 1 - Pólvora
 Vamos começar com a, provavelmente, mais famosa invenção da antiga China. Diz a lenda que a pólvora foi descoberta acidentalmente por alquimistas procurando por uma cocção que poderia dar aos humanos a imortalidade(a busca de todos os alquimistas, desde o início dos tempos). Ironicamente, esses alquimistas acabaram tropeçando acidentalmente em uma invenção que poderia facilmente tirar a vida humana.
A pólvora primitiva era feita de uma mistura de nitrato de potássio (salitre), carvão e enxofre, e foi descrita em 1044 no livro "Collection of the Most Important Military Techniques", compilado por Zeng Goliang . Considera-se que a descoberta da pólvora tenha ocorrido muito antes, já que Zeng descreve três diferentes misturas de pólvora, e os chineses usavam-na para sinalização e fogos de artifício antes de que ela fosse usada para fins militares em granadas rudimentares.
Com o tempo, percebemos que metal adicionado à mistura criava cores brilhantes em explosões de pólvora e - cabuum! - nasciam as exibições de fogos de artifícios modernos. A mistura também se mostrou um explosivo conveniente para projéteis como balas.

 2 - Bússola
 Onde estaríamos sem a bússola? Perdidos, é onde estaríamos. Aqueles de nós que pratica caminhada em florestas ou voa em vários tipos de aeronaves têm de agradecer aos chineses por nos guiar para casa em segurança.
Originalmente, os chineses criaram suas bússolas apontando para o sul verdadeiro. Isso porque eles consideravam o sul, não o norte, sua direção cardinal . As primeiras bússolas foram criadas no século 4 a.C. e eram feitas de magneto.
A simples existência desso magneto é o resultado de um pouco de sorte. O magneto é um tipo de magnetita (combinação natural de ferro magnético) que se torna altamente magnetizada quando atingida por um relâmpago. O resultado é um mineral que é magnetizado em direção aos pólos norte e sul. Nós não sabemos com precisão quem teve a brilhante ideia de diferenciar a direção usando o magneto, mas evidências arqueológicas apontam para as damas chinesas que balançavam em um trampolim. As damas apontariam a direção da harmonia interior para os antigos profetas chineses.

 3 - Papel
Não está exatamente claro que surgiu primeiro com a ideias de converter pensamentos em linguagem escrita. Há uma disputa acirrada entre os sumérios, na Mesopotâmia, os harappeanos do Vale do Indo (hoje Afeganistão), e os quemitas, no Egito, para ser os primeiros a formular a linguagem escrita. O que sabemos é que as primeiras linguagens parecem ter surgido cerca de 5.000 anos atrás. Alguém pode até alegar que ela data de muito antes disso - e é, se forem incluídas expressões artísticas, como as pinturas de cavernas, como forma de linguagem escrita. Uma vez que a linguagem começou a se desenvolver, porém, os humanos escreviam em qualquer coisa que fosse grande o bastante: placas de argila, bambu, papiro e pedras eram algumas das superfícies de escrita primitivas.
 As coisas mudaram depois que os chineses - especificamente um homem chamado Cai Lun, oficial da corte do imperador - inventaram o protótipo de papel moderno. Antes do passo revolucionário de Cai, os chineses escreviam em finas tiras de bambú e de seda, mas em 105 d.C., ele criou uma mistura de fibras de madeira e água que é considerada o predecessor do papel como o conhecemos. O método de Cai consistia da mistura de diferentes tipos de fibras, como madeira de amoreira, cânhamo e tecido com água, que era triturada até que as fibras fossem completamente separadas. Essas fibras eram dispostas sobre um molde retangular poroso e prensadas para separar a água e obter a união das fibras. O resultado era um papel rugoso. O que exatamente Cai Lun escreveu nesse pedaço de papel é um mistério.

4 - Macarrão?
 Todo mundo acha que o macarrão é uma invenção italiana, mas ele foi importado da China pelo explorador Marco Polo
Qualquer pessoa que ame um belo prato de espaguete com molho de tomate e manjericão pode querer tirar o chapéu para os antigos chineses por terem inventado a massa - não os italianos, como você pode ter suspeitado. Os italianos, ou melhor, o italiano e explorador Marco Polo, é quem levou o macarrão da China para a Itália, onde o alimento foi adotado e alterado com tamanha propriedade que parece ter sido inventado por lá.
O tema ainda está em discussão, mas parece que os chineses batem os italianos e os árabes por cerca de 2.000 anos. Em 2006, arqueólogos escavando uma área de 4.000 anos em Lajia, na província de Qinghai, perto da fronteira tibetana, descobriram uma tijela de macarrão fibroso virada de cabeça para baixo enterrada sob dez palmos de terra.
 O macarrão recém-descoberto pode ser o mais antigo do mundo. É feito de dois tipos de grão de painço, que foram cultivados na China por cerca de 7.000 anos. O mais interessante é que até hoje os chineses ainda usam esses grãos para fazer o macarrão.

 5 - Carrinho de mão
Os chineses também são responsáveis por aliviar o fardo dos humanos ao redor do mundo e através dos tempos com o carrinho de mão. O general Jugo Liang, que viveu durante a Dinastia Han, leva o crédito por aparecer com o conceito de um carro de uma roda usado para carregar objetos pesados no século 2. A concepção de Jugo perdeu o marco por pouco; ele não adicionou ao carro os braços que vieram depois de sua invenção ser refinada. Ainda assim, Jugo bateu os europeus por cerca de mil anos com seu carrinho de mão.
 Originalmente, o veículo estava destinado a propósitos militares. Reconhecendo as vantagens físicas que o carrinho de mão dava a seus exércitos sobre qualquer inimigo - eles eram usados como barricadas móveis e como meio de transporte -, os chineses mantiveram sua invenção em segredo por séculos.
Uma antiga lenda popular também dá crédito pela invenção do carrinho de mão a um fazendeiro do Século 1 a.C. chamado Ko Yu. Embora sua existência seja questionável, há um ponto em comum entre Jugo e Ko: como o general, o fazendeiro manteve secreto o seu carrinho de mão ao descrevê-lo em código.

6 - Sismógrafo
 Embora os chineses não pudessem dizer a ninguém quanto exatamente um terremoto media na escala Richter (criada apenas em 1935), eles conseguiram inventar o primeiro detector de terremotos do mundo - um sismógrafo. Não apenas o astrônomo imperial Chang Heng criou o sismógrafo durante o segundo século da Dinastia Han como ele criou um sismógrafo magnífico.
A criação de Heng era um receptáculo de bronze pesado com nove dragões olhando para baixo entalhados em seu exterior. Os dragões estavam espaçados de forma equidistante no instrumento, e abaixo de cada dragão um sapo separado dele olhava para cima com a boca aberta. Dentro do receptáculo, um pêndulo ficava suspenso sem movimento até que um tremor o movesse. Nesse momento, o balanço do pêndulo acionava as alavancas internas em movimento. Isso acionaria o gatilho para a liberação de uma bola presa na boca do dragão olhando para a direção do epicentro do furacão. A bola então cairia na boca do sapo diretamente abaixo dela. Esse primeiro sismógrafo parece um pouco básico, mas levaria outros 1.500 anos até que as nações ocidentais desenvolvessem suas próprias versões 


7 - Álcool
 Você pode agradecer aos chineses pelo etanol e pelo álcool isopropílico - sem mencionar a cerveja, o vinho e o licor. Quando você pensa nisso, poucas criações do homem criaram tanta alegria e tristeza como o álcool.
Por muitos anos, acreditou-se que a fermentação do álcool veio de outros processos similares. No começo do século 3 a.C., os chineses tinham descoberto como refinar produtos alimentícios como vinagre e molho de soja usando técnicas de fermentação e destilação. Bebidas alcóolicas destiladas seguiriam logo depois.
Descobertas arqueológicas recentes empurraram a data da fermentação chinesa e da criação do álcool muito mais para trás. Pedaços de cerâmica de 9.000 anos revelados na província de Henan mostraram traços de álcool. Essa descoberta prova que os chineses foram os primeiros a fazer álcool, já que os antigos árabes, não produziram bebidas alcoólicas até 1.000 anos depois .


8 - Pipas
 Dois antigos chineses compartilham o crédito pela criação de uma das maiores reivindicações de fama. Durante o século 4 a.C., Gongshu Ban e Mo Di, patrono das arte e filósofo, respectivamente, construíram pipas em formato de pássaros que mergulhavam no vento. A novidade do par pegou rápido.
Ao longo do tempo, os chineses adaptaram a pipa inicial e descobriram novos uso para ela além de diversão. As pipas tornaram-se uma forma fácil de pescar sem barco, simplesmente usando uma linha e gancho preso na pipa e pendurando-a sob uma parte inacessível da água. As pipas também se tornaram instrumento em aplicações militares, servindo como "aviões não tripulados" que jogavam cargas com pólvora nas fortificações inimigas. Em 1232, os chineses empregaram pipas para jogar sobre o acampamento mongol de prisioneiros de guerra folhetos de propaganda incitando os chineses capturados a se rebelar contra seus captores.
Em breve, a necessidade de voar se casaria com a tecnologia da pipa para produzir outra invenção chinesa, a asa delta.

9 - Asa delta
Como já discutimos anteriormente, as pipas foram inventadas no século 4 a.C.. No final do século 6 d.C., os chineses tinham conseguido construir pipas grandes e com aerodinâmica suficiente para sustentar o peso de um homem de tamanho médio. Foi apenas questão de tempo para que alguém decidisse simplesmente remover as linhas das pipas e ver o que acontecia.
Os chineses estavam usando as pipas sem corda que nós conhecemos hoje como asa delta. Contudo, essas "pipas" não eram usadas para passeios emocionantes. Os imperadores adoravam forçar os criminosos condenados e os inimigos capturados e saltar de morros enquanto amarrados nas asas deltas. Dá para imaginar o que acontecia com os pobres coitados. Mas um deles acabou voando cerca de 5 km antes de pousar em segurança. Com esses primeiros voos, os chineses bateram a invenção européia em 1.335 anos.  
Apesar de todas essas invenções, nenhuma outra revolucionou tanto uma nação quando a seda.

 10 - Seda
 Mongóis, bizantinos, gregos e romanos, todos se viram, infelizes, diante das inovações militares chinesas como a pólvora. Mas foi a seda que ajudou a intermediar a paz entre a China antiga e outras culturas. A procura pela seda era tão grande que o tecido delicado ajudou a ligar a China com o mundo exterior por meio do comércio. O tecido deu origem à lendária Rota ada Seda, rotas de comércio que iam da China ao Mediterrâneo, passando pela África, pelo Oriente Médio e pela Europa.
O método para manipulação desse material produtzido pela larva da seda existia há 4.700 anos. Um pergaminho contendo um artigo sobre a produção de seda foi descoberto em uma tumba do período Liangzhu , que durou de 3330 a 2200 a.C.  Diz a lenda que a seda foi descoberta pela imperatriz chinesa Hsi Ling-Shi. Enquanto tomava chá sob a sombra de uma amoreira, um casulo de bicho-da-seda teria caído em sua xícara. Ao tentar retirar o casulo, ela puxou um fio do casulo, desenrolando o fino fio de seda, amolecido pela água quente do chá. Durante séculos, os chineses guardaram o segredo da produção da seda ameaçando de morte qualquer um que abrisse o bico (a seda era tão valiosa que era vendida ao seu peso em ouro). Contudo, a "receita" vazou primeiro para os indianos, depois para o Japão e em seguida para a Pérsia. Apesar disso, os chineses só perderam o controle de seu segredo quando monges europeus colocaram suas mãos em ovos do bicho-da-seda e os levaram para o Ocidente.


Gestor ócio

Telhados ecológicos são viáveis?



Telhados ecológicos
Uma vista aérea da maioria das áreas urbanas apresenta uma variedade de coberturas de asfalto, alcatrão  preto e cascalho. O calor irradia de telhados escuros e a água passa pelas superfícies duras e, de preferência, impermeáveis. Ainda assim, existe uma nova tendência que quebra a monotonia dos telhados comuns: as coberturas ecológicas. Há muito tempo populares na Europa, elas começaram a atrair a atenção de proprietários de imóveis, comércios e, até mesmo, de cidades como uma maneira interessante de promover o ambientalismo enquanto resolvem os problemas dos telhados convencionais. Os telhados ecológicos complementam a vegetação tradicional sem atrapalhar a infra-estrutura urbana  eles pegam um espaço abandonado e o tornam útil.

Esses telhados duram mais do que os convencionais, reduzem os custos de energia com isolamento natural, criam refúgios tranqüilos para pessoas e animais e absorvem a água da chuva, diminuindo bastante a necessidade de sistemas de drenagem complexos e caros. Em uma escala mais alta, os telhados ecológicos aumentam a qualidade do ar e ajudam a reduzir o efeito da Ilha de Calor Urbana, um fenômeno em que o crescimento das cidades e dos subúrbios faz que o calor seja absorvido e armazenado. Qualquer um que tenha caminhado por um estacionamento em um dia quente de verão já sentiu um dos efeitos da Ilha de Calor Urbana.

As camadas de um telhado ecológico precisam, como as de qualquer outro telhado, favorecer a drenagem e proteger a construção dos elementos da natureza por meio de uma membrana à prova d'água. Elas também precisam, no entanto, criar uma área de crescimento e oferecer apoio, irrigação e barreiras para a proteção das raízes, ao mesmo tempo que se mantêm o mais leves possível.

Existem dois tipos de telhados ecológicos: os intensivos e os extensivos. Os intensivos são basicamente parques elevados. Eles conseguem sustentar arbustos, árvores, passagens e bancos com suas camadas para suporte estrutural complexo, irrigação, drenagem e proteção das raízes. Os telhados ecológicos extensivos são relativamente leves, com uma cobertura de solo nativo que exige pouca manutenção. Os extensivos geralmente existem apenas por seus benefícios ambientais e não funcionam como jardins de cobertura acessíveis.


Uma das coberturas ecológicas mais famosas dos EUA, a do City Hall de Chicago, reúne sistemas extensivos, intensivos e intermediários semi-intensivos em um telhado reformado. Sob a orientação do prefeito, o programa piloto City Hall do Departamento de Meio Ambiente da cidade de Chicago  promoveu o esforço da cidade inteira para apoiar os sistemas de cobertura ecológica, com incentivos e doações.



O custo inicial de coberturas ecológicas muitas vezes afasta possíveis clientes. Como o telhado ecológico exige um trabalho profissional, análise estrutural cuidadosa e várias camadas e sistemas, até mesmo, telhados extensivos, geralmente começam com o valor de US$ 88 por m², muito "mais caros" do que US$13,75 por m² para os telhados comuns. Os benefícios e os incentivos, como aqueles apresentados pela cidade de Chicago , estão, porém, estimulando novos projetos de coberturas ecológicas. E, à medida que a indústria norte-americana de telhados ecológicos cresce, os preços diminuem.


Por enquanto, os benefícios econômicos de longo prazo já ultrapassam os custos iniciais. Como os telhados ecológicos protegem a membrana do telhado do clima severo e da radiação ultravioleta (UV), eles podem durar duas vezes mais do que os telhados tradicionais. 

Os telhados ecológicos também têm uma temperatura superficial bem estável, permanecendo na temperatura do ar ou mais frios, ao passo que os tradicionais podem ficar até 32ºC acima da temperatura do ar . A média de crescimento extra e de vegetação isola a construção das temperaturas intensas e minimiza o ganho de calor. De acordo com um estudo canadense, até mesmo um telhado ecológico de 15 cm de comprimento pode reduzir as demandas de energia no verão em até 75% .



Esses benefícios estão encorajando proprietários de imóveis, comércios e cidades preocupadas com o meio ambiente a construírem coberturas ecológicas. Esses telhados evitam que a água escoe e que o esgoto transborde. A vegetação e o solo agem como esponjas, absorvendo e filtrando a água que normalmente formaria goteiras e encheria ruas poluídas e sistemas de esgoto sobrecarregados. As plantas do telhado ecológico removem as partículas do ar, produzem oxigênio e oferecem sombra. Elas usam energia calorífica durante a evapotranspiração, um processo natural que resfria o ar à medida que a água evapora das folhas da planta.

A evapotranspiração e a sombra produzidas pelas plantas ajudam a eliminar o efeito da Ilha de Calor Urbana criado pelo excesso de superfícies reflexivas e impermeáveis nas cidades e nos subúrbios. Como as Ilhas de Calor Urbanas elevam a temperatura em áreas urbanas e suburbanas, elas acabam aumentando a demanda por aparelhos de ar-condicionado  e iniciam um ciclo de consumo de energia que contribui para o aquecimento global. Se os telhados ecológicos se tornarem uma iniciativa comum nas construções, as cidades podem reduzir os efeitos incômodos das Ilhas de Calor Urbanas.

Os telhados ecológicos e os jardins nos telhados existem há milhares de anos. Os jardins suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo, usavam um elaborado sistema de irrigação para criar um jardim paradisíaco com terraço ao lado de fora da atual Bagdá. Europeus do norte já escolheram telhados tradicionais de grama como meio de isolar as casas. Hoje em dia, os telhados ecológicos são predominantes ou até obrigatórios em algumas partes da Europa). Na Alemanha, 14% de todos os telhados são ecológicos . Os telhados ecológicos substituem uma infra-estrutura pesada por uma que não só é mais eficiente como também é mais bonita e útil. As coberturas ecológicas servem de refúgio para as pessoas que trabalham em escritórios, e são lugares para plantar jardins  ou para que as pessoas que moram em prédios possam relaxar. Até mesmo telhados ecológicos que não são acessíveis criam vistas aéreas impressionantes  para os vizinhos ao redor e são lugares isolados e seguros para animais selvagens.


Gestor òcio


Vazamento de césio em Fukushima já é igual a 168 Hiroshimas


TÓQUIO - O governo japonês estima que a quantidade de radioativo césio-137 liberada pelo desastre nuclear de Fukushima até agora é igual à de 168 bombas de Hiroshima disseram os peritos nucleares em uma reportagem nesta quinta-feira dia 25.
Os peritos disseram que a comparação da explosão da bomba e do derretimento dos reatores nucleares acidentais em Fukushima estavam além de comparação.
A quantidade de césio-137 lançados desde os três reatores atingidos pelo terremoto e tsunami de 11 março  foi estimado em 15.000 tera becquerel. Em comparação com os 89 tera becquerel liberado por "Little Boy", a bomba de urânio que os Estados Unidos lançaram sobre a cidade japonesa nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial.
A estimativa foi apresentada pelo gabinete do primeiro-ministro Naoto Kan a um comitê de Câmara sobre a promoção da tecnologia e inovação.
O governo, no entanto, argumentou que a comparação não era válida.
Enquanto a bomba de Hiroshima fez a maioria de suas vítimas em onda de calor intenso de uma explosão nuclear em pleno ar e as conseqüências altamente radioativo de sua nuvem de cogumelo, não houve esse tipo de explosão em Fukushima.
Ali, a radiação se infiltrou do combustível derretido dentro de reatores danificados por explosões de hidrogênio. “Não é razoável fazer uma comparação simples baseada apenas na quantidade de isótopos lançada”, diz um oficial do governo.
A explosão ofuscante da bomba de Hiroshima e as suas consequências mataram cerca de 140.000 pessoas, imediatamente ou nos próximos dias e semanas que se seguiram.
Em Fukushima, Japão declarou 20 km (12 milhas) de evacuação ao redor da planta após o terremoto de 11 de março e tsunami provocaram o pior acidente nuclear do mundo desde Chernobyl, há 25 anos.
De fato, uma bomba atômica mata mais por causa da explosão e onda de calor intensa que ela lança, e menos pela radiação que ela emite. Em Fukushima, houve explosões, mas causadas por hidrogênio – não um elemento radioativo como o césio. Mas foram essas explosões que fizeram o césio vazar dos reatores.Uma pesquisa recente do governo mostrou que algumas áreas dentro da zona de 20 km, estão contaminados com radiação equivalente a mais de 500 millisieverts por ano - 25 vezes mais do que o limite anual do governo




Mitos sobre alimentação são desvendados



Algumas coisas não são bem assim. A ciência volta e meia cria seus mitos e volta e meia ela mesmo desmente.
 Por exemplo: Associado ao aumento do colesterol ruim, o ovo foi, por anos e anos, visto como um inimigo da boa saúde. Depois de muitas pesquisas, a ciência resolveu absolvê-lo, mostrando que o alimento é capaz de prevenir coágulos no sangue, derrames e até doenças cardíacas. 
Outro injustiçado foi o chocolate, hoje bem-vindo em qualquer dieta equilibrada; desde que seja do tipo amargo, rico em antioxidantes, que afastam o envelhecimento precoce.O tomate era amplamente recomendado como coadjuvante no combate ao câncer de próstata por ter Licopeno na casca; sabe-se que hoje não é bem assim.  Esses exemplos provam que, de tempos em tempos, novos estudos provocam uma revolução no conceito de alimentação saudável e acabam nos obrigando a repensar a comida que levamos à mesa. Alguns especialistas foram contatados pela Revista Máxima investigam o significado de comer bem atualmente. Revise o cardápio da sua família!

CARNE VERMELHA?
Só se o gado for alimentado com pasto. Já faz tempo que os médicos nos aconselham a reduzir o consumo da carne vermelha, alegando que ela prejudica o sistema cardiovascular. No entanto, é inegável que se trata de um alimento rico em proteínas, vitaminas e minerais. Além disso, é fonte de coenzima Q10, ótima para o coração; ácido fólico, que mantém a integridade celular; e gordura monoinsaturada (pasmem!), capaz de elevar o bom colesterol. "Mas só garantimos esses benefícios consumindo carne de gado que come pasto, pois ela fornece ômega 3, essencial à saúde", diz Wilson Rondó Jr., autor do livro "Sinal Verde para a Carne Vermelha" (ed. Gaia). "O boi criado preso come ração à base de ômega 6, que em excesso causa doenças.

Dica: Na hora da compra, procure se informar sobre a origem da carne, pois ainda não há um selo que ateste sua qualidade. E coma sempre ao ponto — torrada, ela libera substâncias cancerígenas.

A SOJA ERA MOCINHA
Agora é a vilã da vez. Uma lista feita recentemente pelo FDa, órgão americano que regula alimentos e remédios, indica que o grão pode causar problemas digestivos, hormonais e de tireoide. E mais: induzir o aparecimento de mais de 70 tipos de câncer! Como tem custo baixo, os derivados da soja são usados em grande escala pela indústria alimentícia. Óleos vegetais, margarina, atum enlatado, sucos e bolachas, entre outros produtos, contêm traços do grão. 
Moral da história: engolimos a soja mesmo sem querer...

Dica: Evite o consumo do grão. o tipo fermentado, como o missô, é mais seguro para a saúde.

VAI DE PEIXE?
Aposte nos menores. Hoje, sardinha e pescada são os tipos mais saudáveis, e não pesam tanto no bolso. Já o salmão, melhor tirá-lo do prato. Isso porque o tipo que consumimos no Brasil é criado preso e alimentado com ração, o que torna a carne fonte de ômega 6. "O original, rico em ômega 3, praticamente não existe mais na natureza", afirma Wilson Rondó Jr. A alimentação à base de ração, rica em grãos, aumenta a taxa de ômega 6 no organismo, comprometendo a saúde a longo prazo.

Dica: Opte por peixes sazonais de mar ou de rios. Se forem de criados em açude procure saber que tipo de alimentação é dada a eles, pois influencia diretamente na qualidade da carne





MANTEIGA
o culto ao corpo magro aboliu a manteiga do nosso cardápio. Só que o alimento, além de deixar a comida mais saborosa, ajuda na absorção de nutrientes, como o cálcio e as vitaminas a, D, E e K, que precisam dela para se tornarem solúveis. No entanto, aqui vale a mesma regra da carne: é preciso consumir manteiga obtida a partir do leite do gado alimentado com pasto.



Dica: Passe manteiga no pãozinho do café da manhã, sem exageros.

ÓLEO X BANHA
Substitua os óleos vegetais, como o de canola, milho, girassol e soja, fontes de gordura hidrogenada, pela banha de porco, de preferência orgânica. O alimento é fonte de gordura saturada, necessária ao bom funcionamento do nosso organismo, inclusive do cérebro. "Se não encontrar a banha, use óleo de coco no preparo dos pratos, um tipo saudável, que mantém as suas propriedades mesmo em altas temperaturas", diz a nutricionista Andréia Naves.

ORGÂNICOS
Livres de agrotóxicos e outras substâncias químicas, frutas, verduras e legumes produzidos de forma sustentável são benéficos à saúde, pois concentram uma quantidade mais significativa de nutrientes. "Você paga mais por eles, mas, em compensação, vai economizar na farmácia", resume Wilson Rondó Jr. A contaminação pela bactéria Escherichia coli, detectada recentemente em alguns vegetais na Alemanha, serve de alerta: é preciso higienizar com capricho qualquer tipo de alimento, independentemente do modo como é produzido. "Isso porque, com o uso constante de fertilizantes químicos na agricultura, os "bichinhos" acabam se tornando mais resistentes aos medicamentos", conta a nutróloga Luciana Carneiro (RJ).

Dica: Higienize os vegetais com peróxido de hidrogênio. Já o hidrosteril deve ser evitado, pois contém uma quantidade excessiva de cloro, outra substância maléfica ao organismo.

FONTE: Reportagem de Paula Lima para  Revista Máxima  08/2011

Gestor Ócio


Agroecologistas criticam produção sem uso do solo



Para especialista, abrir mão do solo significa correr o risco de não prover à planta nutrientes que a ciência talvez ainda não tenha descoberto necessários

 O que é considerado pelos defensores do cultivo hidropônico como um trunfo é, ao mesmo tempo, o principal alvo dos críticos ao uso da técnica. Especialistas ligados à agricultura de base ecológica — que engloba estilos de produção que restringem ou excluem produtos químicos sintéticos no manejo — consideram o modelo uma artificialização do sistema produtivo.


Para Gervásio Paulus, membro fundador da Associação Brasileira de Agroecologia e diretor-técnico da Emater-RS, abrir mão do solo significa correr o risco de não prover à planta nutrientes que a ciência talvez ainda não tenha descoberto necessários.
Há um risco, como os nutrientes fornecidos são solúveis, de que ocorram desequilíbrios, que haja concentração excessiva deles. Não desconheço e não digo que não se possa consumir, mas coloco o hidropônico junto à agricultura tradicional, no sentido químico , afirma Paulus.

Evitando entrar em polêmicas, o professor Jorge Barcelos argumenta que a solução nutritiva é o resultado de anos de pesquisas, e que isso deve ser levado em conta:
Enquanto se joga toneladas de adubo no solo pelos outros sistemas, a hidroponia não joga nada na terra, apenas algumas gramas de nutrientes na água. O uso de adubo na solução nutritiva é tão pouco que duvido que tenha coisa menos danosa para produzir plantas no planeta. Não precisa navios e navios transportando adubos, algumas toneladas permitem fazer hidroponia no planeta inteiro.