A gravidez psicológica pode ser causada tanto pelo grande desejo de engravidar, como também pelo receio de engravidar. Por um desses fatores a mulher inconscientemente acaba desenvolvendo uma gravidez “fantasma”. Esse problema pode acontecer com mulheres que têm um baixo nível de instrução, no entanto, ocorre com mais freqüência com mulheres solteiras, magras e com profissões consideradas “intelectuais”. A gravidez psicológica também altera o nível dos hormônios da mulher, exceto o HCG (gonadotrofina coriônica), o qual tem o nível detectado pelo teste de urina ou sangue.
Porém, há um nível muito elevado de LH e Prolactina. Isso acontece porque nas mulheres que sofrem com a síndrome, há uma redução da atividade do neurotransmissor dopamina (mensageiro químico cerebral) que tem a função de inibir os pulsos hipotalâmicos de GnRH e também inibir a secreção de Prolactina (PRL) pela hipófise. Dessa forma, na ausência de tais inibições exercidas pela dopamina, aumenta-se, conseqüentemente, o LH e a Prolactina, sinais clínicos típicos da pseudociese.
Na verdade a pseudociese envolve tanto os aspectos biológicos, como também psicológicos. É impossível diagnosticar que uma mulher vai desenvolver essa síndrome, fato que pode acontecer com qualquer uma, por isso é necessário que os familiares e os amigos tenham bastante cautela nessa hora. Alguns especialistas afirmam que a presença dessa síndrome pode indicar outras patologias mais graves, como: neoplasias uterinas, ovário policistico ou distúrbios ovarianos e hormonais como a prolactina.


