De abelhas emocionais até partículas voando mais rápido do que permite a teoria da relatividade de Einstein, 2011 foi recheado de descobertas que trouxeram novas questões e expandiram barreiras. Confira algumas:
Neutrinos mais rápidos do que a luz – ou não
Animais inteligentes e abelhas emocionais
Rigorosamente testadas e documentadas, as descobertas científicas revelam a riqueza da vida a nossa volta, e talvez uma das mais emblemáticas, medida por padrões rígidos que se baseiam em dados e não em sentimentos confusos, seja a de que as abelhas têm sentimentos. Especificamente, elas demonstram certo pessimismo com o mundo. Isso nos faz refletir: o que significa quando até insetos atingem um ponto de referência emocional que apenas os animais mais “evoluídos” deveriam atingir?
Uma nova ligação entre células e pessoas envelhecidas
Em novembro, gerontologistas (que estudam o envelhecimento) demonstraram que, ao retirar células velhas de ratos, reduziu-se o nível de enfermidades nos animais. Foi uma incrível evidência de que o envelhecimento celular realmente importa. E apesar do estudo não poder ser realizado com humanos da mesma forma como foi com ratos modificados geneticamente, pode abrir uma nova geração de pesquisas sobre o envelhecimento.
O fim do uso de chimpanzés para pesquisas médicas
A hepatite C se transformou no campo de batalha de discussões sobre ética e moralidade nos testes com chimpanzés, permitidos apenas no Gabão e nos Estados Unidos. Pelo menos cientificamente, essa guerra agora parece ter acabado. Em maio, foram aprovados dois novos medicamentos para a hepatite C, ambos muitos superiores aos antigos e desenvolvidos sem testes em animais. Em dezembro, o Instituto de Medicina americano declarou formalmente que os chimpanzés não são mais necessários para o desenvolvimento de medicamentos para a hepatite C. Isso pavimentou o caminho para “libertar” os animais mais próximos do homem.
Ancestrais humanos sobrevivem em nossos genes
O papel funcional dessas variantes genéticas ainda permanece indeterminado, mas a importância para uma ideia própria do senso humano é clara: o Homo sapiens não é o produto de uma linhagem longa e pura, mas uma mistura de hominídeos.
A humanidade chega aos 7 bilhões
O momento com certeza merece uma reflexão: de que forma nós, como civilização, queremos viver?
Desregulação e especulação no mercado dos alimentos
Muitas explicações foram propostas, do clima ruim ao aumento da sensitividade do mercado até a conversão de colheitas de alimentos em combustíveis biológicos. Mas pesquisadores ingleses aplicaram modelos matemáticos nos mercados de comida globais e encontraram algo diferente: os combustíveis biológicos realmente tiveram um papel no aumento do preço dos alimentos – mas as flutuações e a inflação se mostraram causas de especuladores que entraram nesse mercado no fim dos anos 90. As mesmas forças que quase colapsaram a economia global em 2008 têm se virado para o mercado da comida.
O pesadelo da gripe aviária em laboratório
Em dezembro, uma comissão de segurança americana anunciou que duas equipes de pesquisadores, uma na Holanda e outra em Wisconsin, haviam produzido o vírus em laboratório. Ao entender como a gripe aviária passa para os humanos, os cientistas esperam poder prever os acontecimentos, e fabricar medicamentos e vacinas para isso.
Alguns cientistas apoiaram o trabalho. Outros o consideraram uma abominação, por dois motivos: pelos terroristas, que podem utilizar pesquisas como essa para fabricar armas, ou porque laboratórios de alta segurança às vezes falham em não deixar uma doença escapar.
Apesar de a publicação oficial ser aguardada para 2012, os detalhes da pesquisa já foram divididos com centenas de cientistas. Para o bem ou para o mal, essa pesquisa pode ser uma descoberta importante de 2011.
Um planeta como a Terra, possivelmente habitável
Sinais do bóson de Higgs
Wired


