O vulcão Tambora, na Indonésia, em 1815, matou cerca de 92 mil pessoas. A explosão do vizinho Krakatoa, 1883, trouxe um tsunami de 30 metros e a erupção do Vesúvio, na Itália, em 79 d.C., foi tão violenta que cobriu de magma quem tentava fugir. Perto dos supervulcões, eles pareceriam fogos de artifício. “Supervulcões produzem 1.000 quilômetros cúbicos de erupção. O Krakatoa produziu 2% disso”, diz a vulcanóloga Rosaly Lopes-Gautier, da Nasa.
No mundo todo, há algo entre 5 e 10 vulcões desse tipo. “Estão espalhados por Ásia, América do Sul, América do Norte e Nova Zelândia. Não tem nenhum no Brasil”, afirma o geólogo Jacob B. Lowenstern, do Observatório Geológico dos Estados Unidos. Lowenstern monitora o mais famoso dos supervulcões, que fica sob o parque de Yellowstone, nos Estados Unidos.
Ainda assim, se um dos vulcões gigantescos entrasse em erupção, os danos iriam da destruição de uma área do tamanho da China à extinção da vida na Terra (veja abaixo). Por conta disso é que se faz o monitoramento. “Antes de entrar em erupção, os supervulcões costumam causar tremores de terra na superfície”, diz Self. Ou seja, não deveremos ser pegos de surpresa. “Por outro lado, convenhamos, teríamos muito pouco a fazer no caso de uma supererupção.”
Fonte: Aqua-net



