Sabe o filme Premonição, onde um jovem prevê um
acidente de avião, salva alguns amigos e a partir daí todo mundo que
deveria ter morrido no acidente começa a morrer de forma violenta?
Talvez a mais famosa é a cena do caminhão de toras.
Porém nenhuma das mortes dos 5 filmes da série foi
tão surpreendente e embasbacante do que essas desse acidente. Prova das
24 horas de Le Mans de 1955, várias lendas do automobilismo em campo,
digo, na pista, inclusive Juan Manuel Fangio, considerado por muitos o melhor piloto de todos os tempos.
Na volta 34, Mike Hawthorn, que
seria campeão mundial da Fórmula 1 em 1958 e era o principal adversário
da Mercedes de Fangio, fez uma manobra arriscada para entrar nos boxes
sem perder tempo. Veio a toda velocidade pela esquerda, ultrapassou o
retardatário Lance Macklin e jogou o carro de volta para a direita, usando seus freios a disco para desacelerar.
Para evitar colidir com Hawthorn, Macklin, que estava
na direita justamente para dar passagem aos líderes, tentou voltar ao
centro da pista. Atrás dele vinha a Mercedes de Pierre Levegh, que vinha a mais de 300 km/h e já estava prestes a tomar uma volta do companheiro de equipe Fangio.
Como Macklin não deve tempo de fazer nenhum sinal e o
trecho da pista era estreito, a colisão foi inevitável. Levegh atingiu a
lateral de Macklin e seu carro voou sobre o muro de proteção (que não
protegia tanto assim). É aí que acontecem as cenas dignas do filme
Premonição.
As peças da Mercedes de Levegh voaram sobre o
público, matando quem viesse pela frente. A peça que matou mais gente
foi o capô do carro, que saiu girando numa velocidade impressionante e
decapitou diversas pessoas na arquibancada. Veja o vídeo:
Resultado: 84 pessoas morreram, inclusive Pierre
Levegh. A Mercedes abandonou o automobilismo até 1989. A Suíça proibiu
corridas em seu território até 2006 (isso porque Le Mans é na França. E
ainda dizem que é um país neutro…).
Ah, um detalhe importante: a corrida continuou. A
organização alegou que encerrar a corrida só prejudicaria o atendimento
aos feridos, mas, tipo, era 24 horas, né? Duas horas depois do acidente
já dava para parar.
A Mercedes abandonou a corrida, mas a Jaguar não e no
fim Mike Hawthorn, talvez o principal responsável, venceu e, pasmem,
comemorou a vitória, com champanhe e tudo.
Para mais informações sobre essa tragédia:
Soube dessa história no Bobagento quando vi o vídeo de um acidente terrível, que me fez decidir jamais dirigir na neve (como se eu fosse precisar um dia).
1955: La Tragedia Di Le Mans
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