Blog

Blog

29 de mar. de 2012

País fica menos inteligente com a morte de Millôr Fernandes


      

 País fica menos inteligente com a morte de Millôr Fernandes

Morre aos 88 anos o escritor, dramaturgo e desenhista, uma das mais criativas e críticas vozes de contestação à falta de liberdade no Brasil contemporâneo



Ricardo Moraes/Folhapress - 13/11/06

Millôr Fernandes na verdade se chamava Milton Fernandes. Nascido em 23 de agosto de 1923, morreu na noite de terça-feira, aos 88 anos, mas como foi registrado em 27 de maio de 1924, tinha “oficialmente” 87. Essa identidade múltipla se traduziu também em seu trabalho: foi desenhista, poeta, jornalista, dramaturgo, humorista, tradutor e escritor. Em cada uma das funções deixou marca de qualidade tão impressionante como a capacidade de não levar a sério a pompa.

Homem gregário, que participou de vários projetos coletivos, Millôr morreu em casa, na companhia de poucos familiares, de falência múltipla de órgãos e parada cardíaca. O escritor ficou internado por cinco meses na Casa de Saúde São José, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Em fevereiro, foi vítima de um AVC, do qual se recuperava.

Criado sem os pais, que morreram quando era menino, Millôr sempre carregou traços de uma maturidade precoce: foi autodidata em todas as artes que exerceu e começou cedo na imprensa, aos 14 anos. A soma de liberdade com necessidade fez dele um homem que rompia com limites e não tinha medo de experimentar. Aos 19 anos, ingressa na revista O Cruzeiro, a mais importante da época, criando um estilo que levaria por toda a vida: a leitura crítica da realidade, a ironia, a erudição, o desenho carregado de ousadia e o virtuosismo epigramático. Foi um dos maiores frasistas da imprensa brasileira.

Millôr trabalhou em vários jornais e revistas, entre eles O Globo, Veja e O Estado de S. Paulo, além de ter criado seu próprio veículo, O Pif-Paf, considerado um dos primeiros periódicos alternativos, que durou apenas oito números. A inspiração voltaria com O Pasquim, do qual participou desde os primeiros momentos ao lado de outros artistas que, como ele, exercitavam o desenho e o texto, como Jaguar e Ziraldo. O modelo marcou época pela irreverência e coragem em desafiar o regime militar, tanto em política como na área sensível do comportamento.

Tudo que o aproximava do deboche, ainda que como método da crítica social, parecia se equilibrar no outro lado da criatividade do artista. Millôr foi um desenhista moderno, influenciado pelos sofisticados cartunistas americanos, mas que tinha traço autoral destacado, que fundia informação e uma falsa ingenuidade naif. No texto para a imprensa, sua verve era moralista, alegórica e paródica, trazendo elementos eruditos que se mesclavam ao dito exato e à capacidade de síntese.

O teatro foi um dos territórios em que mais se destacou, como autor de dramas, comédias e musicais, além de importante trabalho como tradutor. Algumas de suas peças fazem parte da melhor dramaturgia brasileira do século 20, como É, Um elefante no caos e Liberdade, liberdade. Entre suas traduções destacam-se versões de Shakespeare (A megera domada, Hamlet e Rei Lear), às quais dotava de linguagem moderna e expressiva, elogiada por especialistas e atores. Traduziu ainda peças de Tchekov, Brecht, Ibsen, Racine, Molière, Pirandello, Harold Pinter, Samuel Beckett, Bernard Shaw, Edward Albee, Tennessee Williams e até tragédias e comédias gregas clássicas de Aristófanes e Sófocles.

Como poeta, Millôr foi hábil em casar versos populares com formas mais tradicionais e dar dimensão popular ao hai-kai, poesia clássica japonesa com três versos e 17 sílabas. Nesse tipo de poema, o importante é a iluminação ou a capacidade de flagrar o sentido universal em um instante. Depois de Millôr, o hai-kai entrou em moda e se tornou a forma preferida de muitos jovens poetas, o que deixou às claras a diferença entre uma boa ideia e uma realização madura. Mesmo sem perder o humor, poesia para ele sempre foi coisa séria. O poeta Millôr, mesmo com vários livros publicados, ainda não foi suficientemente valorizado.

Millôr Fernandes fez parte de uma geração que chegou à maturidade com um inimigo comum, a ditadura militar, e que dispunha de um singular instrumento de combate político, a arte. Com a censura à imprensa, a pressão sobre a universidade e fechamento das instâncias tradicionais de participação, a inteligência migrou para as ruas e para as casas de espetáculo. E para os bares, com o carioquismo que talvez seja o único cacoete de Millôr Fernandes, em sua autorreferência incontida. Como bom jornalista, em mais de 70 anos de imprensa, além de manter os generais na mira, não perdoou um presidente sequer, de Getúlio Vargas a Lula, passando por JK, Jango, Jânio, Sarney e FHC, em termos nem sempre elegantes. Mas nunca totalmente injustos.

O escritor e desenhista soube captar as possibilidades do momento, incorporando um patrimônio pessoal de saber autodidata que deu distinção a seus trabalhos em meio à intensa produção do período. Com o passar do tempo, talvez cumprida a tarefa mais urgente de contestação, ele se viu isolado em paradoxo que ele mesmo descreveu certa vez: “Infelicidade: nascer com talento melódico numa época em que o pessoal só se interessa por percussão”. Ele soava sempre um tom acima da média.
O teste da posteridade deverá ser justo com Millôr Fernandes. Sua obra é íntegra, criativa e vai além das mazelas do tempo e da inspiração militante ou jornalística. Quando não era engraçado, Millôr era inteligente demais.

Artistas lamentam a morte de Millôr Fernandes



Diversos artistas e personalidades da literatura e das artes visuais lamentaram a morte de Millôr Fernandes. O escritor morreu ontem (dia 27), às 21h, em sua casa no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro.

Veja aqui alguns depoimentos:

Laerte - cartunista (em depoimento a o G1): "Ele já estava doente. Minha vida cresceu na luz do Millôr. Fui apresentado a ele, fiquei emocionado. É uma das marcas mais importantes da cultura brasileira na questão do humor. Ele era uma entidade, já tem uma posição muito sólida e estável. Não existe uma área da cultura que ele não tenha visitado: teatro, literatura, música, artes plásticas. O cara era uma figura que se expandiu sobre todas as possibilidades da cultura. Politicamente, ele era uma pessoa conservadora. É meio ′abalante` você assistir à morte de dois grandes nomes do humor e da cultura, Chico e Millôr".

Arnaldo Branco, cartunista (em depoimento a o G1) - "Ele é o maior nome do humor no Brasil. Começou com 13 anos no Cruzeiro. Não é só a maior carreira, mas também o maior tempo publicando coisas de qualidade. Para a minha geração, foi até mais impactante do que o Chico Anysio. É o Pelé do humor. Tinha muitos recursos, poderia trabalhar com trocadilho, fazer um humor mais sutil, algo de mais conteúdo... Fora o fato que traduzia Shakespeare. É realmente o maior. Uma grande perda para o humor e para as letras do Brasil. Basicamente, era o nosso maior satirista."

Paulo Caruso, cartunista (em depoimento à Globo News) - "Foi um mestre mais importante da minha geração, o cara mais influente; Começou também garoto, trabalhando em redação. Teve que se virar sozinho muito cedo, ficou órfão de pai e mãe muito jovem. Desenvolveu uma agiliadde mental muito rapidamente. Sempre teve um trabalho que se aproximava do plástico, uma coisa sofisticadíssima. Podemos dizer que era um Deus pra gente. Sabia muito bem como ir pulando de uma coisa para outra. Queria deixar todo mundo corformado, porque de certa forma ele. Foi um mestre mais importante da minha geração, o cara mais influente, começou também garoto, trabalhando em redação. Teve que se virar sozinho muito cedo, ficou órfão de pai e mãe muito jovem. Desenvolveu uma agilidade mental muito rapidamente. Sempre teve um trabalho que se aproximava do plástico, uma coisa sofisticadíssima. Podemos dizer que era um deus pra gente. Sabia muito bem como ir pulando de uma coisa para outra. Queria deixar todo mundo corformado, porque de certa forma ele foi lá assistir ao Chico Anysio diretamente."

Sergio Sant’anna, escritor (em depoimento à Globo News) - "O Maior gênio brasileiro. Era um filósofo. Como de uma mente humana podia sair coisas tão inteligentes, tão engraçadas e tão comprometidas com a liberdade. Era um artista político. As pessoas como o Millôr Fernandes deveriam durar pelo menos uns 200 anos".

Zuenir Ventura, jornalista e escritor (em depoimento à Globo News) - "O Millôr conseguia esse milagre de misturar o traço e a palavra e introduzir a dimensão filosófica, não só fazia rir como fazia pensar. Perdemos o Chico Anysio e agora o Millôr. O Brasil perdeu a graça. Ele era absolutamente genial. É realmente muita perda. Ele era acessível, não era um hermético. Usava o humor para pensar. Uma perda terrível. Para o jornalismo, literatura, tradução, teatro, tudo. É sempre um choque e uma sensação de injustiça."

Sérgio Augusto, escritor e jornalista (em depoimento à Globo News): "Eu o achava a inteligência mais fulgurante do Brasil. Nosso maior frasista, e de frases realmente lapidares."

Arnaldo Jabor (em depoimento à Globo News): "Fico espantado que em poucos dias morreram dois dos maiores humoristas do Brasil, num país em que o humor não está com o mesmo vigor que tinha. O bom humorismo é o que eles faziam, que virava pelo avesso o comportamento brasileiro. E, pelo avesso do espelho, a gente via o país de uma maneira muito mais clara. Os dois têm o mérito de ter mostrado durante todos esse anos o lado risível da nossa vida."



Alckmin e Kassab lamentam morte de Millôr Fernandes em nota


O escritor morreu na noite de terça-feira (27). Foto: Agência Estado
O escritor morreu na noite de terça-feira (27)


Foto: Agência Estado
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital do Estado, Gilberto Kassab, lamentaram em nota a morte do escritor Millôr Fernandes, ocorrida na noite da última terça-feira (27) por falência múltipla dos órgãos.
"O Brasil perde o homem das fábulas e dos contos fabulosos. Millôr Fernandes era um mestre das palavras e das artes em todas as atividades que exercia, com humor cortante e crítica inteligente: jornalista, desenhista, tradutor, roteirista de cinema e dramaturgo. É com grande pesar que transmito meus sentimentos e orações a todos os seus fãs, amigos e familiares", diz a nota divulgada pelo governo do Estado.
"Com a morte de Millôr Fernandes, o Brasil perde uma referência de humor refinado, criatividade e bagagem cultural. Sua vida foi um exemplo de retidão e princípios que ajudou muito na formação do pensamento democrático brasileiro", afirma a nota do prefeito.



Biografia


Millôr Fernandes nasceu no Rio de Janeiro, no dia 16 de agosto de 1923, contudo foi registrado em 27 de maio de 1924. Por isso, em diversos lugares, o ano de nascimento aparece como 1924. Perdeu o pai dois anos após seu nascimento e a mãe cerca de seis anos depois. "Tive a sensação da injustiça da vida e concluí que Deus em absoluto não existia", escreveu sobre a infância na capital carioca.
Em 1938, deu início a sua carreira de jornalista, como repaginador da revista O Cruzeiro. No mesmo ano, escreveu o conto A Cigarra, ganhou um concurso da revista e foi promovido para o arquivo. Mais tarde, assinava a coluna Poste Escrito, sob o pseudônimo de Vão Gogo. Dirigiu também a revista em quadrinhos O Guri e Detetive, de contos policiais.


Em 1940, começou a colaborar com com seção As garotas do Alceu, como colorista. Em 1942, fez sua primeira tradução literária, do romance A estirpe do dragão, da americana Pearl S.Buck. Em 1946, lançou Eva sem costela - Um livro em defesa do homem, sob o pseudônimo de Adão Júnior. No nao seguinte, sua participação na revista O Cruzeiro já atingia a marca de dez seções por semana. Em alta, encontrou-se com Walt Disney, Vinicius de Moraes, César Lates e Carmen Miranda nos Estados Unidos, em 1948.
No ano seguinte, assinou seu primeiro roteiro para o cinema, com Modelo 19, filme que ganhou cinco prêmios Governador do Estado de São Paulo, entre eles Melhores diálogos para Millôr. Em 1951, lançou a revista Voga, que não fez sucesso. Em 1955, dividiu com o desenhista americano Saul Steinberg o primeiro lugar da Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires, na Argentina. Nesse ano escreveu as peças Bonito como um Deus, Um elefante no caos, que lhe rendeu um prêmio de Melhor Autor pela Comissão Municipal de Teatro, e Pigmaleoa.
Em 1962, na edição de 10 de março de O Cruzeiro, passou a assinar como Millôr. Em 1969, foi um dos fundadores do jornal O Pasquim. Um ano depois, deixa a revista e começa a trabalhar no jornal Correio da Manhã. Em 1974, lançou a revista Pif-Paf, que fechou em seu oitavo número, por problemas financeiros. No ano seguinte, escreveu para Fernanda Montenegro a peça É..., que se tornou o seu grande sucesso teatral.
Em 1996, passou a colaborar com os jornais O Dia, O Estado de São Paulo e Correio Braziliense. Ao longo se sua carreira, escreveu mais de 30 livros em prosa, três de poesia, além de mais de quinze peças para teatro. Depois de colaborar com os principais jornais brasileiros, passou a escrever para a revista Veja em setembro de 2004. Ele deixou a revista em 2009. 


'Millôr era o cérebro', diz co-fundador do Salão Internacional de Humor

Tradicional mostra de Piracicaba teve escritor como um dos seus criadores.
Humorista morreu nesta terça-feira (27) por falência múltipla dos órgãos.

Lana Torres Do G1 Piracicaba e Região

Integrantes e ex-integrantes do Salão Internacional de Humor de Piracicaba(SP) lamentaram, nesta quarta-feira (28), a morte do escritor, cartunista e co-fundador da mostra, Millôr Fernandes. O humorista foi, segundo o ex-presidente Adolpho Queiroz, a “cabeça pensante do grupo” de cariocas que ajudou a criar a exposição anual da cidade do interior paulista que reúne, desde 1974, obras de artistas do mundo inteiro.
O escritor Millôr Fernandes, durante entrevista concedida em sua casa, no Rio de Janeiro, em 1988 (Foto: Julio Fernandes/AE - 24/02/1988) Millôr Fernandes durante entrevista em sua casa, no RJ, em 1988 (Foto: Julio Fernandes/AE - 24/02/1988)
“Quem trabalhou mesmo foi o Zélio (Alves Pinto), mas o Millôr era o cara que todo mundo respeitava, a cabeça pensante do grupo. O fato dele dizer que topava vir para Piracicaba deixou Jaguar e Ziraldo muito animados e vieram todos para a primeira edição, em agosto de 1974”, lembra Queiroz, um dos idealizadores do projeto, que, à época, marchou até o Rio de Janeiro para vender a ideia do projeto internacional aos artistas do extinto jornal semanário O Pasquim.


Quando soube da morte do escritor, que teve falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca na noite desta terça-feira (27), o atual presidente do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, Edson Rontani Júnior, decidiu colocar na pauta da reunião desta quarta (28) uma homenagem a Millôr para a mostra de 2012. O assunto será debatido pela diretoria a partir das 17h, em São Paulo.
“Millôr e Jaguar tiveram participação importante no salão. Devemos tributo à personalidade dele, como o grande desenhista que foi. Devemos fazer uma mostra paralela em sua homenagem este ano. Com obras dele, se for de consenso da família, ou com trabalhos de outros artistas que o retrataram”, disse Rontani Junior.
André Dahmer - Millôr (Foto: André Dahmer/G1)
André Dahmer - Millôr (Foto: André Dahmer/G1)

Queiroz lembra ainda que, pelo apoio à criação do salão de humor e pela genialidade como artista, Millôr Fernandes já foi homenageado em Piracicaba com uma placa, no hall de entrada do Teatro Municipal Dr. Losso Netto.
"Era uma inteligência que destoava. Ele era um cara de teatro, que tinha uma conversa bem mais abrangente que a dos outros integrantes de O Pasquim. Já foi homenageado uma vez pela nossa cidade, mas agora, pela circunstância, merece uma nova homenagem", disse Queiroz.


Frases de Millor Fernandes

Hoje,dia 28 de março de 2012 morreu Millôr Fernandes.Na verdade ele morreu ontem,dia 27 de março de 2012,(só anunciaram hoje)aos 87 anos.Ele era cartunista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor.Então para homenagea-lo ,abaixo algumas frases atribuidas a ele.Espero que sejam mesmo dele senão eu vou pagar o maior mico.Mesmo assim,essas frases são tão boas que é dificil escolher a melhor


  • "As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades."
  • "Chato...Indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele."
  • "Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem."
  • "Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim."
  • "Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala."
  • "O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde."
  • "Pais e filhos não foram feitos para ser amigos. Foram feitos para ser pais e filhos."
  • "O pior não é morrer. É não poder espantar as moscas."
  • "Certas coisas só são amargas se a gente as engole."
  • "Quando, afinal, nos acostumamos com uma moda é porque ela já está completamente em decadência."
  • "O homem é um animal que adora tanto as novidades que se o rádio fosse inventado depois da televisão haveria uma correria a esse maravilhoso aparelho completamente sem imagem."
  • "A pobreza não é, necessariamente, vergonhosa. Há muito pobre sem vergonha."
  • "Ser pobre não é crime, mas ajuda muito a chegar lá."
  • "Se todos os homens recebessem exatamente o que merecem, ia sobrar muito dinheiro no mundo."
  • "A gente só morre uma vez. Mas é para sempre."
  • "Os nossos amigos poderão não saber muitas coisas, mas sabem sempre o que fariam no nosso lugar."
  • "Em geral as pessoas que se perdem em pensamentos é porque não conhecem muito bem esse território."
  • "O último refúgio do oprimido é a ironia, e nenhum tirano, por mais violento que seja, escapa a ela. O tirano pode evitar uma fotografia, não pode impedir uma caricatura. A mordaça aumenta a mordacidade."
  • "Por mais imbecil que você seja, sempre haverá um imbecil maior para achar que você não o é."
  • "Pode ser difícil encontrar agulha em palheiro. Mas não descalço."
  • "Metade da vida é estragada pelos pais. A outra metade, pelos filhos."
  • "Sim, irmão, o dinheiro não é tudo. Mas o que é que é tudo?"
  • "Basta um avião sacudir um pouquinho mais, e logo todos os passageiros ficam parecidos com a foto do passaporte."
  • "É melhor ser pessimista do que otimista. O pessimista fica feliz quando acerta e quando erra."
  • "Algumas pessoas matam. As outras pessoas se satisfazem lendo a notícia dos assassinatos."
  • "Todo homem nasce original e morre plágio."
  • "O que esse país realmente precisa é que alguém apague a luz no fim do túnel"
  • "Se uma imagem vale mais do que mil palavras, então diga isto com uma imagem."
  • "Celebridade é um idiota qualquer que apareceu no Faustão"

     Millôr Fernandes 1923 - 2012


     Veja A Repercussão Da Morte De Millôr Fernandes