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8 de jan de 2013

Aeroscraft: revolucionário sucessor do Zeppelin






Mistura de avião com dirigível tem potencial de baratear o transporte aéreo e mudar o perfil das aeronaves no século XXI.

O que aconteceria se mesclassem a tecnologia aeronáutica moderna com os dirigíveis do passado? O Aeroscraft pode ser a resposta.



Esse novo conceito de aeronave pode pousar e decolar na vertical dispensando pistas de pouso. Mas depois ela voaria como um avião atingindo até 220 km/h. Velocidade baixa para uma aeronave, mas bem interessante quando comparado com carros, trens e barcos.


Este é realmente o início de uma solução global em transporte vertical, talvez para os próximos 100 anos.
Igor Pasternak. CEO da Aeros.

Principalmente se considerarmos que o Aeroscraft poderia pousar mais facilmente no meio dos grandes centros urbanos, uma vez que não exigiria uma infra-estrutura tão complexa e demandadora de espaço como aeroportos, para pousos e decolagens (já que funciona como um balão, embora muito mais controlável).


Ao contrário dos dirigíveis, o Aeroscraft decola e pousa na vertical.

Além disso, ao contrário do seus antecessores que exigiam muito da equipe de terra para manipular lastros, esse novo tipo de avião não requer pista de decolagem porque ele sobe aos ares na vertical. Para decolar, ele usa motores turbopropulsores a jato. Depois de subir, ele usa bolsões de hélio dentro de uma estrutura rígida para controlar a altitude. Para descer, o veículo tem que ficar mais pesado, então o hélio é comprimido e armazenado em câmaras. Isso cria um vácuo que é preenchido por ar, mais pesado que o hélio, o que faz o Aeroscraft baixar. Para voltar a subir, basta expulsar o ar, preenchendo novamente o espaço com hélio.



Para cargas, certamente será uma opção mais barata que a via aérea tradicional e mas rápida que o transporte marítimo. Além disso, para o transporte de passageiros, será mais como um cruzeiro aéreo, com cabines (e shows do Roberto Carlos?) e possibilidade de ir parando em vários pontos para turismo e lazer. Que tal? Ao invés de atravessar o Brasil em cerca de quatro horas, levar uns quatro dias. Conhecendo desde o balneário Camboriú até as praias de Jericoacoara. Com direito a ver os fogos de Copacabana flutuando sobre a Baía de Guanabara e tirar a ressaca em uma piscina hidrotermal de Caldas Novas? Viajou?


Consumo: um terço do combustível gasto pelas aeronaves tradicionais para o transporte de cargas.
A empresa Aeros, que desenvolve do projeto, avalia a possibilidade de se incluir aparatos para um hotel, casino ou spa (será que teremos pesca oceânica?)


Mas, por ora as missões precípuas do Aerocraft devem envolver mesmo o transporte de soldados, armas e tanques. Já que o artefato leva três vezes mais carga que o maior cargueiro militar (60 toneladas) a milhares de quilômetros de distância gastando um terço do combustível. Parece um trocadilho impagável dizer isso de um dirigível militar. Mas ele tem tudo para ser ambientalmente sustentável.


Pousa em lugares inacessíveis por outros meios.
A configuração final e os testes de

funcionalidade… foram concluídos e o veículo

de demonstração em subescala do Aeroscraft

atravessou a linha de chegada.

Aeros

O vídeo mostra a preparação de um protótipo que, apesar de enorme, é apenas uma versão menor da primeira versão do Aeroscraft.



É notável a semelhança do modelo com uma das aeronaves (o Thunderbird 2) de uma série de marionetes infanto-juvenil popular de televisão nos anos 1960 (Thunderbirds ou Thunderbirds em ação). Uma mistura de Team America com seriado japonês.


O mais curioso é que o Thunderbird 2 também era uma nave de transporte aéreo de cargas para o local da ação. Até parece mais um caso de a-vida-imita-a-arte ou de ficção virando realidade.


Fonte: Gizmodo, Daily Mail, Aeros


[Via BBA]