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6 de mar de 2013

Direto da redação - Edição da tarde



 

Seguem os vídeos da série alienígenas do passado que, na minha opinião , devem ser assistidos. Claro que , mais uma vez, esbarramos na questão religiosa. Bom,  cada um escolhe o que quer seguir e no que quer acreditar. E se você não está preparado para isso, não veja.
Toda a segunda temporada, no total são 10 vídeos com a opção de ver legendado ou dublado ( estão todos abaixo, é só assistir o de sua preferência). Você pode baixar todos os vídeos também através do programa 
atube Catcher , e salvar em DVD comum. Esse programa não só baixa os vídeos  do You Tube, como também pode converter e salvar direto em DVD para ser assistido em seu player comum, se assim desejar. Em breve postarei a terceira temporada toda.


Episódio 1: Lugares Misteriosos (DUBLADO)


Episódio 1: Misterious Places (LEGENDADO)


Episódio 2: Deuses e Aliens (DUBLADO)



Episódio 2: Gods and Aliens (LEGENDADO)



Episódio 3: Mundos Submarinos (DUBLADO)




Episódio 3: Underwater Worlds (LEGENDADO)


Episódio 4: Alienígenas Subterrâneos (DUBLADO)



Episódio 4: Undreground Aliens (LEGENDADO)


Episódio 5: Aliens e o Terceiro Reich (DUBLADO)



Episódio 5: Aliens And The Third Reich (LEGENDADO)



Episódio 6: Tecnologia Alienígena (DUBLADO)



Episódio 6: Alien Tech (LEGENDADO)


Episódio 7: Anjos e Alienígenas (DUBLADO)


Episódio 7: Angels and Aliens (LEGENDADO)



Episódio 8: Estruturas Inexplicáveis (DUBLADO)



Episódio 8: Unexplained Structures (LEGENDADO)



Episódio 9: Devastação Alienígena (DUBLADO)



Episódio 9: Alien Devastation (LEGENDADO)



Episódio 10: Contatos Alienígenas (DUBLADO)



Episódio 10: Alien Contacts (LEGENDADO)





Quantas civilizações já existiram por todas as eras da Terra?




Esse documentário é bastante fortuito, já imaginaram quantas civilizações inteligentes podem ter habitado o planeta Azul ao longo de tantas eras que se passaram desde a formação do nosso lar no universo? nossa civilização tem apenas dez mil anos, entretanto já alcançamos a conquista espacial. E se outras civilizações antigas também o fizeram, mas, por motivos desconhecidos foram aniquilados ou exilados daqui? Isso explicaria as evidências de civilização em Marte e na Lua?

Toda a segunda temporada, no total são 10 vídeos com a opção de ver legendado ou dublado ( estão todos abaixo, é só assistir o de sua preferência). Você pode baixar todos os vídeos também através do programa 
atube Catcher , e salvar em DVD comum. Esse programa não só baixa os vídeos  do You Tube, como também pode converter e salvar direto em DVD para ser assistido em seu player comum, se assim desejar. Em breve postarei a terceira temporada toda.


 TOP 10 - Músicas eletrônicas de 2010

O ano de 2010 foi com certeza muito especial para a música eletrônica, pois, embora este não seja um estilo lá muito popular, acredito que este ano foi bastante lembrado nas rádios de todo país e agradou até aos que não curtem muito o estilo.
Pois bem, eu preparei uma listinha com as melhores músicas eletrônicas de 2010 na minha opinião (na verdade nem todas), mas procurei colocar aquelas que mais marcaram 2010 e algumas que ainda vão marcar em 2011. A ordem não possui muita diferença.
Confira!

10º - Barbra Streisand - Duck Sauce


Produzida pelos Djs americanos Armand Van Helden e A-Trak, "Barbra Streisand" possui uma melodia contagiante e um simples vocal que é difícil de sair da cabeça (uuuuuh uuuuh uuuuuuh). A canção já possui 20 milhões de exibições no YouTube, uma pequena extravagância para o estilo, e olha que ela ainda promete muito mais sucesso para 2011.

9º - Seek Bromance - Tim Berg


Belíssima canção feita pelo Dj e produtor Alemão Tim Berg, esta possui uma incrível parte instrumental ao som do piano e excelentes vocais da cantora Amanda Wilson que formam uma combinação perfeita. A música vem ganhando cada vez mais espaço nas pistas de dança.

8º - Chica Bomb - Dan Balan


Marcada pelo seu vídeo super sexy, "Chica Bomb" se tornou um hit nas rádios eletônicas. A canção foi produzida pelo cantor e produtor Dan Balan, famoso mundialmente pelo hit "Dragostea din Tei" junto com o grupo O-Zone.

7º - One - Swedish House Mafia


Do grupo formado pelos astros da house, Axwell, Steve Angello e Sebastian Ingrosso, "One" não poderia estar fora da lista, a música conta com uma melodia extremamente viciante e excelentes vocais do cantor Pharrell Williams. O single sempre é lembrado nas pistas de dança.

6º - Take Over Control - Afrojack feat Eva Simons



O ano de 2010 também foi especial para os artistas romenos, como em "That's my name", feita pelo grupo Akcent,  música que se popularizou em diversas rádios e agradou públicos de diversas faixas etárias. A canção possui uma melodia parecida com "Stereo Love", já que segue o estilo romeno de música.


4º - Alors On Danse - Stromae


Música que abalou 2010, seja nas pistas de dança, nas rádio ou nos carros com som, a música sempre está presente aonde quer que você esteja, o fato dela ser cantada em francês não mudou o modo de como ela se tornou um mega hit este ano.

3º - Club Can't Handle Me - Flo Rida feat. David Guetta


Não poderia ter esquecido de "Club Can't Handle Me" do melhor Dj de house music do mundo, David Guetta. 2010 foi sem dúvida o ano de Guetta, ano em que o artista alcançou a fama que já merecia há muito tempo. A música conta com a parceria de ninguém menos que Flo Rida, o que ajudou muito para o sucesso da música.

2º - Stereo Love - Edward Maya & Vika Jigulina


É impossível pensar em 2010 sem lembrar da música romena "Stereo Love", esta tocou tanto nas rádios que ficou difícil esquecer aquela melodia feita pela sanfoninha. A canção é extremamente dançante e foi muito tocada nas casas de festas.

1º - We No Speak Americano - Yolanda Be Cool Vrs DCup


E em primeiro lugar vai é claro para "We No Speak Americano" ou "Panamericano" para os que muito dizem. O single foi lançado pela dupla australiana Yolanda Be Cool Vrs DCup ainda no início do ano, mas continua sendo um dos mais tocados em todos os lugares, a canção conquistou o mundo com esta bela batida e uma letra bem engraçadinha de ser cantada.  


Hebe Camargo

Hebe Camargo: fica uma boa lição de vida



A música sempre foi uma linha condutora na vida de Hebe Camargo, apesar de ter alcançado fama nacional como apresentadora. Foi a música que a levou ao mundo dos artistas. Na música retratava suas emoções e, não por acaso, idolatrava Roberto Carlos. Segue nossa homenagem à rainha da alegria que foi cantar “no andar de cima”. Soube viver aqui entre nós. Tive o prazer de conhecê-la pessoalmente e ela era mesmo muito especial. Uma guerreira cheia de esperança. Força e alegria conjugadas. Impossível não gostar dela.













Vai deixar saudade, muita saudade. E uma bela lição de vida.

Zé Ramalho lança Sinais dos Tempos, um grito de liberdade em uma época de mudanças radicais

Zé Ramalho - Sinais dos Tempos


Aos 63 anos, Zé Ramalho lança o 23º disco de sua carreira. Dessa vez, em selo próprio: o Avôhai Music, em sociedade com a mulher, Roberta Ramalho. “Servirá somente a mim, não vou ser patrão de ninguém a não ser de mim mesmo. Não devo satisfações a nenhum burocrata falido ou equivocado, como são esses garanhões de gravadoras”, diz ele em entrevista postada em seu canal no YouTube.
Avôhai é uma palavra criada por Zé Ramalho, nome de música de seu primeiro disco e emblemática como ele. Ouça a canção gravada em 1977:


O tempo não para. Trinta e cinco anos depois, Sinais dos Tempos surge como uma trombeta anunciando as mudanças no mundo do século 21 com relação estreita ao que ele mesmo "pregou" no século passado. "Somos consequência do que fizemos nos dias, meses, semanas e anos passados", afirma. Ouça "Sinais" e "Admirável Gado Novo":







O tempo é a marca deste novo CD, com 12 canções absolutamente autorais. Com aquele jeitão de visionário que o caracteriza, Zé Ramalho canta as mudanças no mundo. "'Sinais' é uma música em que estou falando – sem nenhuma arrogância – pela humanidade. Será que nós ainda temos tempo de salvar o nosso mundo? Será que nós temos a consciência dos conceitos humanos do bem e do mal, do errado e do certo, de amor e ódio?", questiona. Ouça "Indo com o Tempo":



"Não temos culpa de sermos assim: um bando de animais que guerrea, que se mata uns aos outros. E é uma perversidade muito grande. Pouca bondade", comenta. A injustiça é um tema recorrente em suas canções. E ele vai mais além, falando de fim do mundo, nova era e do Calendário Maia. É o espírito de mudança que permeia todo o disco. "Vivemos mais uma possibilidade do mundo se acabar. O tal do Calendário Maia que anuncia que no dia 21 de dezembro algo vai acontecer - se não o fim do mundo, o começo de uma nova era - é o que eu falo numa música do início da minha carreira. 'O Admirável Gado Novo' dizia 'esperam nova possibilidade de verem esse mundo se acabar'. Mais uma possibilidade surge em 2012." Mas Zé Ramalho parece não acreditar no tal apocalipse proclamado. Faz planos para 2013. Quem sabe lançar Sinais dos Tempos ao vivo.
Como toda a obra dele, esse CD é uma grande viagem, cheio de imagens e símbolos que levam a gente a exercitar a imaginação e a fantasia. Zé Ramalho gosta disso. Desde Woodstock. O psicodelismo marca toda a sua obra. Ele é mesmo um cara fora do comum. Sempre foi. Por isso o que compõe é tão bacana. Zé Ramalho usa iPad e gosta do Youtube. Vê suas músicas reproduzidas mundo afora. Faz bem ao ego de qualquer artista, né? É como um aplauso virtual nesses tempos de tantas mudanças.
"Os tempos passaram e mudaram demais. O que era já não é mais. Aonde me viram, não mais verão. Porque tudo mudou. Viraram de frente, viraram de trás... Quantas pessoas não ficaram surpresas com essas mudanças radicais que o mundo em geral apresentou nesse século 21 que se inicia?", pergunta. "A culpa é do tal do criador, das tais das entidades, que jogam a gente num mundo como esse. Os gens da humanidade vão se desenvolvendo geração após geração e ficamos como nós estamos, assim, como simples mortais e mais irracionais quando os homens se matam uns aos outros", reflete. "A maturidade traz isso." Ouça “Justiça Cega” e “Lembranças do Primeiro”:












Zé Ramalho foge do óbvio. “Nenhuma música minha tem o termo ‘eu te amo’. Falo essas coisas por outras palavras, por outros caminhos.” É assim mesmo. Ouça, para finalizar, “Um Pouco do que Queira”:




E quem quiser ouvir o depoimento completo de Zé Ramalho sobre Sinais dos Tempos, é só assistir a esse vídeo com quase uma hora de duração. Vale a pena:





Raul Seixas nascia “há 67 anos atrás”

Raul Seixas: O Início, o Fim e o Meio


Nesta quinta, 28 de junho, Raul Seixas faria 67 anos. Ele nasceu na Bahia, em Salvador. Era fã de Elvis Presley. “Eu ouvia os discos de Elvis Presley até estragar os sulcos. O rock era como uma chave que abriria minhas portas que viviam fechadas. Usava camisa vermelha, gola virada para cima. As mães não deixavam as filhinhas chegarem perto de mim porque eu era torto como o James Dean. Olhava de lado, com jeito de durão. Cada vez que eu cumprimentava uma pessoa dava três giros em torno do próprio corpo. Eu era o próprio rock. Eu era Elvis quando andava e penteava o topete. Era alvo de risos, gracinhas, claro. Eu tinha assumido uma maneira de vestir, falar e agir que ninguém conhecia. Claro que eu não tinha consciência da mudança social que o rock implicava. Eu achava que os jovens iam dominar o mundo”, contou certa vez.

“Maluco Beleza” (Raul Seixas e Cláudio Roberto)





Hoje tão admirado, viveu maldito. A começar na escola. “Repeti cinco vezes a 2ª série do ginásio. Nunca aprendi nada na escola. Minto. Aprendi a odiá-la”, afirmou. Mas, quando decidiu entrar numa faculdade, estudou rapidinho e passou num dos primeiros lugares para o curso de Direito. Não levou a carreira adiante. A música já o tinha laçado. Pra se virar, chegou a dar aulas de inglês e de violão. A vida não foi fácil para ele. Praticamente travou uma árdua batalha para gravar cada disco.

“Nanny” (Gino Frey)




Primeiro, criou o grupo Relâmpagos do Rock. Depois foi o The Panthers. Em 1964 fez a sua primeira gravação especial: um compacto com “Nanny” e “Coração Partido”. “Nanny” entrou no álbum O Baú do Raul (1992). Com o The Panthers fazia shows de abertura nas apresentações do pessoal da Jovem Guarda, especialmente nas de Jerry Adriani. Hoje parece meio esquisito, mas foi Jerry Adriani quem o arrastou para o Rio de Janeiro e conseguiu que ele gravasse o primeiro LP, Raulzito e os Os Panteras. O cara andava meio desanimado e ganhou fôlego com o disco. Por pouco tempo. O álbum foi mal. Ignorado pelo público e pela crítica, Raul voltou para Salvador.

“Um Minuto Mais” (versão de “I Will”, composta por Dick Glasser, feita por Raul Seixas)



Na Bahia acabou conhecendo um diretor da gravadora CBS que o convidou para trabalhar com ele, no Rio. Raul aceitou e virou produtor de discos. Porém, acabou aprontando. Quando o tal diretor se ausentou, em viagem ao exterior, Raul resolveu gravar um disco, o LP Sociedade da Grã-Ordem Kavernista – apresenta – Sessão das 10, no qual, além dele, participavam Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star. Claro que o diretor da gravadora ficou furioso, demitiu Raul e fez o disco “desaparecer” do mercado.

“Eu Vou Botar pra ferver” (Raul Seixas e Sérgio Sampaio)




Foi em nesse ano, 1972, que Raul conheceu Paulo Coelho. Sabe como? Viu uma matéria sobre discos voadores publicada na revista A Pomba, assinada por Augusto Figueiredo. Gostou e resolveu conhecer o autor do artigo. Era Paulo. Começou uma forte amizade e muitas histórias.

“Eu sou eu Nicuri é o Diabo” (Raul Seixas):



Em 1973, Raul lança o seu primeiro álbum solo: Krig-Há, Bandolo!. Dizem que isso era o grito do Tarzan e que significa “cuidado, aí vem o inimigo”. Sei não... Bem, depois que Raul se juntou a Paulo Coelho veio a “era Crowley” com o disco Sociedade Alternativa. Ambos eram seguidores do famoso bruxo Aleister Crowley, o mago inglês que, além de ser cultuado por inúmeros roqueiros internacionais, se relacionava com pessoas como Fernando Pessoa. Crowley é polêmico até hoje por sua doutrina e suas loucuras. Fato é que Raul e Paulo entraram nessa onda e até criaram um manifesto chamado “A Fundação de Krig-há”. A tal Sociedade Alternativa ganhou sede, documentos, etc. Tudo conforme pregava Aleister Crowley: “Faze o que tu queres, há de ser tudo da lei”. O disco fez sucesso.

“Al Capone” (Raul Seixas e Paulo Coelho):



A ditadura militar começa a se irritar com essas “maluquices” de Raul e ele vai passar um tempo nos Estados Unidos. Deixa gravado Gita, que é lançado e estoura. De volta ao Brasil, grava um clipe e é convidado pela Globo para fazer toda a trilha sonora da novela O Rebu.

“Porque” (Raul Seixas e Paulo Coelho):



Para Raul, a vida ia bem. Se envolvia cada vez mais no mundo do esoterismo e de seitas secretas. Resolve interpretar a obra de Crowley e gravar Novo Aeon. Fracasso. De novo.

“Novo Aeon” (Raul Seixas e Cláudio Roberto):




Raul não desiste e grava Há 10 Mil Anos Atrás. Sucesso. Paulo Coelho pula fora dessa onda. Acaba a parceria. “Apresentei as drogas a Raul, as sociedades secretas e essas coisas todas. Será que fiz bem? Raul entrou de cabeça nisso tudo. Em dado momento, eu disse: ‘Chega, parei’. Mas Raul continuou, uma escolha absolutamente consciente, e ninguém pode julgá-lo por isso”, declarou Coelho à Rolling Stone Brasil.

“Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás” (Raul Seixas e Paulo Coelho):



A seguir, vem o LP O Dia em que a Terra Parou, em 1977, e é detonado pela crítica. Contudo, algumas músicas fazem muito sucesso - “Maluco Beleza”, “Sapato 36” e a faixa-título. Não o suficiente para lotar shows de Raul. Gravou, então, Mata Virgem. Também não foi visto como espetacular.

“Sapato 36” (Raul Seixas e Cláudio Roberto):



Raul fica doente. Pancreatite é coisa séria e ele vai se cuidar numa fazenda no interior da Bahia. De lá vai para São Paulo. Depois de Jerry Adriani, é a vez de Jair Rodrigues dar uma força a Raul. É lançado Por Quem os Sinos Dobram, em parceria com Oscar Rasmussen e, voltando à CBS, lança Abre-te, Sésamo, em 1980. Também não foram sucesso reverberante. A gravadora cisma que Raul tinha de gravar um disco sobre Lady Diana. O cara se recusa e... sai fora. De novo.

“Por Quem os Sinos Dobram” (Raul Seixas e Oscar Rasmussen):



Doente e se cuidando pouco, sua situação vai se agravando. Entra em depressão. Então, a convite de João Lara Mesquita, diretor do Estúdio Eldorado, grava, em 1983, o álbum Raul Seixas. Na Som Livre, grava Metrô Linha 743. Com dois discos na praça, brinca que se deu mal porque acabou fazendo concorrência consigo mesmo. Mas ele não está bem. Sua saúde está cada vez mais abalada. Raul sai de cena algumas vezes, indo para a Bahia se recuperar.

“Eu Sou Egoísta” (Raul Seixas e Marcelo Motta):




Em 1985, seu fã-clube oficial faz algo inédito: produz e distribui o disco Let me Sing my Rock and Roll. Depois de batalhar muito, Raul consegue outra gravadora interessada em seu trabalho, a Copacabana. Grava Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! e o sucesso o abraça de novo. Só que o cara não estava bem. Foi ficando quieto e entediado.

“Let me Sing my Rock na Roll” (Raul Seixas):



Marcelo Nova, vocalista da banda Camisa de Vênus, aparece para reanimá-lo. Ele volta a fazer shows com o amigo e o resultado é o disco A Panela do Diabo, que só foi lançado dois dias antes da morte de Raul. Antes disso, em 1988, lança A Pedra do Gênesis, que falava da controvertida Sociedade Alternativa e, mais uma vez, nada de sucesso.

“Carpinteiro do Universo” (Raul Seixas e Marcelo Nova):




Raul Seixas morreu em 21 de agosto de 1989 em casa, sozinho, como Amy Winehouse e muitos outros. A empregada o encontrou ao chegar à casa dele de manhã. A causa da morte foi a tal pancreatite.

“Metamorfose Ambulante” (Raul Seixas):




“Raul Seixas é mais atual que nunca. Vemos, nesse caso, a tragédia como força que consolida a carreira de alguém. Ele não precisaria ter morrido da maneira que morreu, mas repito que foi sua escolha. A tragédia consagra - infelizmente. Assistimos ao Jim Morrison no passado, e assistimos ao Michael Jackson agora. A imprensa fez tudo para destruir Michael Jackson e, quando ele morreu, a comoção popular foi gigantesca”, analisou Paulo Coelho, em artigo escrito para a Rolling Stone Brasil. Raul viveu sua lenda.

“Tente Outra Vez” (Raul Seixas e Paulo Coelho):