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21 de mar de 2013

Implante cerebral sem fios permite mover objetos com a mente





Implante cerebral sem fios permite mover objetos com a mente
 Imagens de testes realizados em macacos (Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Pesquisadores da Brown University desenvolveram um tipo de implante cerebral que pode mudar a vida de pessoas com paralisia, além de permitir que qualquer pessoa consiga mover objetos apenas com a mente. Depois de 13 meses de testes com resultados positivos em macacos e porcos, a equipe vai passar para testes com humanos.
Embora estes resultados já tenham sido vistos em outras pesquisas, a grande novidade aqui está na forma como o sistema é conectado ao corpo: o aparelho é hermeticamente selado com titânio e não precisa de fios para estar conectado a um computador.
O detalhe que parece simples é uma grande revolução, já que é a primeira vez que um implante semelhante não exige que seu usuário fique preso a uma cadeira cheia de fios. Isso permite que uma pessoa com paralisia, por exemplo, possa usar o implante normalmente no dia a dia, com total liberdade de movimentos.
O aparelho é equipado com uma bateria de lítio com carregamento indutivo e um chip que digitaliza as informações cerebrais, transmitidas para o computador por uma antena, tornando o gadget totalmente wireless.
Durante os estudos, o chip foi incorporado ao córtex motor dos animais e, com a ajuda de 100 eletrodos, captou uma enorme quantidade de dados, transmitidos a 24 Mbps em uma banda de 3,2 e 3,8 GHz para um receptor que deve ficar a no máximo 1 metro de distância.
O implante tem um consumo de energia bastante baixo e, além de permitir que seus usuários controlem próteses ou quaisquer objetos ligados ao sistema, ele também leva ao computador uma série de informações ao longo das tarefas. Em testes com macacos, por exemplo, foi possível identificar intenções durante atividades sociais.

No vídeo acima, você pode conferir o exemplo de funcionamento de um sistema similar, testado em uma mulher com paralisia. No entanto, os aparelhos do vídeo exigiam a conexão por fios, diferentemente do projeto wireless da Brown University.

Fonte: ExtremeTech