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14 de dez de 2012

Músicas e sucessos!... "Canta Brasil"!




  Rihanna 

Rihanna  Rockstar Illuminati
Vocês já perceberam a mudança que ocorreu com a cantora Rihanna nos últimos anos. Essa mudança está sendo seguida de diversos videoclipes com estranhas interpretações. 

O simbolismo Illuminati e outras simbologias ocultas vêm sendo empregadas em grande quantidade nos últimos vídeos dos principais artistas da música Pop no momento. Por que será que isso vem se intensificando? Será que acontecerá alguma em breve? 
Assista a essa pequena análise do clipe neste vídeo abaixo e veja o quanto essas simbologias já estão explícitas:

Mariah Carey e Whitney Houston

 Mariah Carey
O filme infantil O Príncipe do Egito  de 1998 foi ganhador do Oscar de melhor canção original nas vozes de Whitney Houston e Mariah Carey. Embora não seja possível afirmar, podemos pensar neste seguinte problema.
 Mariah Carey

Um dos objetivos da indústria do  entretenimento, como já percebemos, seria banalizar a Bíblia ou tratá-la como mito ou contos literários e épicos.

Então  possivelmente, um dos motivos pelos quais são lançados alguns filmes baseados em relatos bíblicos pode ser uma tentativa de narrar a história como se fosse um mito, e não um fato verídico.  Muitos artistas seculares também apresentam cenas gospel na mídia, ou seja, parece existir uma tentativa de mesclar as duas distantes facetas.

 Mariah Carey
Mariah Carey cantando Fly Like A Bird em 2006, artistas seculares que incluem gospel

Assista ao clipe abaixo e veja as simbologias que puderam ser flagradas na performance de Mariah Carey e Whitney Houston na noite do Oscar de 1999.


 Britney Spears

 Britney Spears illuminati
Este vídeo que compila algumas simbologias ocultistas  usadas por meio dessa artista. Lembre-se que não há afirmações, apenas interpretações lógicas por meio de imagens e textos que nos são divulgados.

O objetivo destes vídeos não é criticar artistas, mas mostrar aquilo que está errado de acordo com Deus. Um dos objetivos da Nova Ordem Mundial é remover todos os conceitos bíblicos e introduzir novos. 

Assista ao vídeo e entenda:

Lady Gaga e o espírito do Anticristo

 Lady Gaga Illuminati
Esta é uma análise superficial do clipe de Lady Gaga Bad Romance. Talvez, esse seja um dos clipes mais complexos em termos de simbologia.  O tempo todo parece haver insultos ao verdadeiro salvador, por meio de deboches. 
O interessante é que aqueles que deveriam estar nos alertando sobre tudo isso, os cristãos, são quem mais escutam esse tipo de música e menos se importam com o que está acontecendo no mundo.

Veja a análise do clipe neste vídeo abaixo:



 Clipe Rude Boy de Rihanna

Rihanna Illuminati
Lembra do clipe de Rihanna “Umbrella” de 2007, em que se pode flagrar uma mensagem subliminar chocante? A partir de então, a arte da cantora nunca mais foi a mesma.

O que era apenas um Clipe Pop moderado, tornou-se em um poço de mensagens subliminares.

Assista ao vídeo e perceba o quanto seus clipes carregam simbologias ocultas:



O encontro de Eric Clapton e Jimi Hendrix, em 1966

Em março desse ano, a Revista Rolling Stone colocou, entre os 5 maiores guitarristas de todos os tempos, Eric Clapton e Jimi Hendrix. O que poucos sabiam, na verdade, é que ambos eram amigos, tendo Hendrix influenciado bastante a carreira de Clapton. 
Blog de musicaemprosa : Música em Prosa, O encontro de Erico Clapton e Jimi Hendrix, em 1966
O ano, 1966. Eric Clapton liderava uma banda (Cream). Ele era considerado o rei da guitarra na Grã-Bretanha. Só que Chas Chandler, produtor musical e baixista da banda  the Animals, trouxera para a Inglaterra um guitarrista americano, negro e canhoto, que mudaria a forma de se tocar guitarra. Jimi Hendrix. 
Em 1º de outubro de 1966, a banda Cream faria uma apresentação na Central Plytechnic School, em Londres, quando Chandler teria sugerido que ele dividisse o palco com Jimi Hendrix durante uma parte do show. Consta que Clapton teria concordado, pouco à vontade.
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Só que quando Hendrix entrou no palco, uma revolução. Ele tocou  uma jam com a banda durante "Killing Floor". Clapton ficou visivelmente perplexo com o estilo, a qualidade e a irreverência de Hendrix durante a ocasião.
Numa tradução livre do texto de seu livro (Clapton: Buchet Chastel, 2007), Clapton relata a experiência:
Ele tocou guitarra com os dentes, fazendo espacate (algo como uma escalada com as pernas) e outros passos de dança. Era estarrecedor e genial, musicalmente, um fogo de artifício de se ver. Eu tive medo, pois justo no momento que eu começava a acelerar, eis que aparecia um verdadeiro gênio"   
Eric poderia ter uma reação de rivalidade por aquele que tocabva guitarra por detrás da cabeça, por entre as pernas com um talento extraordinário, cujo carisma somente seria comparável ao seu incrível talento na guitarra.
Após o show encontraram-se num bar. Depois de beber e filosofar bastante, Jimi disse que admirava Clapton, beijou-lhe as mãos e disse: ''acabei de beijar o mais maravilhoso irmão de alma da Inglaterra''. Era o começo de uma profunda amizade entre ambos. 

Hendrix influenciou profundamente Eric, que começou a vestir-se e usar o cabelo como Jimi. Adotou um estilo de tocar mais relaxado. O Cream fez ''Sunshine of Your Love'' em homenagem a Hendrix. 

II Bailinho do carnaval das antigas - Buk Jones com participação de André Macedo

Na última quinta-feira, ouvi muitos testemunhos, relatos e depoimentos da segunda edição do bailinho do carnaval das antigas, comandando por Buk Jones e com participação de André Macedo.
Interessante que Buk Jones acaba sendo um símbolo de um carnaval que o baiano com mais de 30 anos vê como seu, como autêntico, e acaba sendo um protesto legítimo contra a pasteurização dos carnavais do século XXI. 
Buk Jones, Janete e Jaciara, que comandaram a Banda Mel e depois a Gente Brasileira, fazem parte de um carnaval de mortalha, mamãe-sacode, sem transmissão ao vivo para todo Brasil, mas com uma produção musical autêntica e de pessoas que sabiam que estavam fazendo história. 
E as pessoas que lá estavam pareciam ter voltado no tempo, mesmo no presente, e feliz por ouvir música, apenas a música que embalava o carnaval há 20 anos. E a voz de Buk e o desfile de sucessos dos anos 80, também com a participação de André Macedo, fez todos que estavam lá qualificarem o evento como inesquecível. 
E a alegria era recíproca, como a mensagem que o próprio Buk deixou na comunidade od carnaval das antigas: 
Me senti honrado em participar dessa festa tão especial. Cada um dos integrantes dessa comunidade realmente merece cada acorde, cada verso, cada música que cantei nessa noite iluminada que dedico a todos vcs. Me senti gratificado pelo apoio que vcs me deram. Da minha parte tenho certeza que dei tudo de mim para garantir a boa realização dessa edição Do Bailinho do Carnaval das Antigas, se pequei em alguma coisa queiram me perdoar, acho que apenas pequei por excesso de tempo e zelo. Adorei cantar pra vcs e agradeço o convite de todo coração. Abraços para todas as meninas e para os meninos também. 
Dá para pensar na quantidade de coisas que podem ser feitas até o carnaval... e no carnaval...

That Thing You Do!

Com o título em português "The Wonders: o sonho não acabou", o filme "That Thing You Do", gravado em 1996,conta de maneira divertida a história da ascensão de uma banda de rock em meados dos anos 60. 
O filme foi produzido e dirigido por Tom Hanks, contagiado pelo clima "beatlemaníaco". A película narra a história de ascensão de uma banda de rock do interior da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
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O conjunto musical se chama inicialmente "Oneders", numa alusão ao número 1 (one), mas que terminou se chamando "The Wonders".
O filme tem personagens e suas funções bem marcadas: tem um vocalista talentoso e egoísta, um guitarrista interessado apenas em mulheres e um baixista que está apenas eperando para se alistar no exército. O vocalista tem uma namorada, interpretada por Liv Tyler, que é apaixonada por música. 
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O baterista original da banda quebra o braço, e é chamado Guy Patterson (interpretado por Tom  Everett Scott) para substituí-lo numa competição de bandas. Guy trabalha numa loja de eletrodomésticos, também adora música e namora uma bela e tradicional moça (interpretada por Charlize Theron). 
Na hora da apresentação, quando o novo  baterista vai "puxar" o ritmo da canção-título (That Thing You Do), originalmente uma balada romântica, faz uma batida típica do rock dos anos 60, no que é inicialmente repreendido pelo compositor-vocalista, mas, no decorrer da apresentação, se torna o maior sucesso.
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"That thing you Do",  então, começa a se tornar um hit.  
Daí, surgem as primeiras apresentações, a prensagem do primeiro disco, a cena em que a música toca na rádio pela primeira vez, até a banda ser contratada (pelo personagem interpretado por Tom Hanks), a escalada do sucesso na Billboard e as crises internas a partir dos traços de personalidade de cada um dos membros da banda, tudo isso mesclado com uma série de canções que evocam o clima dos anos 60.
O roteiro não é imprevisível, o filme não é uma obra de arte, mas não deixa de ser uma celebração aos anos 60 e suas músicas, tanto que That Thing you do foi indicada ao Oscar de melhor canção original no ano de 1996. 
Vale não só pela canção-título, mas pela trilha sonora... e por trazer e manter vivo aquele sonho adolescente de formar uma banda de rock de sucesso...

Fabricando Tom Zé

Recentemente, assisti no Canal Brasil um documentário denominado "Fabricando Tom Zé". O documentário, do ano de 2006, tem como pano de fundo a turnê que Tom Zé realizou na Europa no ano de 2005. No documentário, evidencia-se um certo antagonismo entre o prestígio do artista no exterior e sua dificuldade de ser tão bem aceito no Brasil.
Assim, entre apresentações e depoimentos, Tom Zé relata desde sua vida em Irará, sobre movimento tropicalista, festivais e seu afastamento de Gil e Caetano após estes terem sido exilados em Londres.
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Ele mostra um Tom Zé com várias facetas:
Tom Zé  bem-humorado, quando relata suas relações com a censura, quando o "arroto de coca-cola", de sua música Guindaste a rigor, teve que transformar-se em "assopro de coca-cola".
Tom Zé irritado, quando reclama, grita e quase vai às vias de fato com o técnico de som que não conseque equalizar as músicas de acordo com seu desejo;
Tom Zé amargurado, pelo seu ostracismo após a cisão tropicalista, e seu olhar triste quando viu que não colocaram sua foto no carnaval de Salvador que homenageou a Tropicália;
Tom Zé no palco, com seus experimentalismos sonoros e musicais;
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O Documentário tem depoimentos de Gilberto Gil e Caetano Veloso.  Na época do documentário, Tom Zé chegou a dizer que processaria o diretor do documentário, Decio Matos Jr. por incluir tais depoimentos, mas após isso voltou atrás, dizendo que era apenas algo para promover o filme. Também há o depoimento de David Byrne, responsável pela "redescoberta" de Tom Zé.
E o filme deixa claro um certo provincianismo nacional, em que a produção de vanguarda de Tom Zé foi por aqui esquecida, mas, quando notado por alguém de fora do país (leia-se Europa ou Estados Unidos), o reconhecimento vem de fora para dentro.  
O certo é que todos que gostam e admiram Tom Zé devem ver o documentário, de como ele confirma sua música de vanguarda, o questionamento crítico e a fuga das fórmulas fáceis. Como ele mesmo disse, mesmo chegando aos 70 anos, ele padece de juventude... 

Billie Jean. Motown 25

Na postagem anterior, comentei a participação dos Jackson 5 no especial Motown 25: Yesterday, Today and Forever, quando eles se reuniram pela primeira vez na sua formação original após Jermaine ter deixado o grupo.  Mas há, em seguida, uma apresentação que consagrou definitivamente Michael Jackson como maior astro pop mundial, que foi sua apresentação individual, logo em seguida, na qual cantou Bille Jean. 
Mas há algumas infiormações sobre os bastidores de tal participação, relatadas por J. Randy Taraborelli, na biografia que escreveu sobre Michael Jackson (Ed. Globo, 2005).
As relações entre Berry Gordy Jr. (dono da Motown) e a familia Jackson não era das melhores. A Motown reservou para si o nome Jackson 5, e ainda incentivou Jermaine Jackson (casado com a filha de Berry) a deixar o grupo. Além disso, Michael não queria participar do especial, pois não gostava de suas apresentações na televisão. Por essa e outras razões, relutava em participar do especial.
Foi convencido pessoalmente por Berry, pois, a despeito das brigas, ele sentia muita gratidão por Berry, e os bons tempos do início de sua carreira. Acabou cedendo, sob uma condição: teria que fazer um número solo, exigência que Berry concordou imediatamente.
Porém, em seguida, Michael exigiu que sua aprtesentação fosse da música Billie Jean. Berry inicialmente objetou, dizendo que a música não tinha sido gravada pela Motown, e não tinha sentido apresentá-la num especial da gravadora. Só que Michael disse que se não pudesse cantar Billie Jean, não iria se apresentar.
Cumpre ressaltar que, na época, Billie Jean estava entre as 10 mais, mas ainda não tinha atingido a hecatombe de sucesso que veio a seguir.
Berry, ainda relutante, aceitou a exigência, além de que Michael exigiu que queria fazer a edição final do vídeo.
Após a apresentação do Jackson 5, Michael disse que gostava dos bons e dos velhos tempos, que adorava as músicas que cantou, dirigiu-se ao canto do palco, pegou um chapéu de feltro (ele disse que queria um chapéu estiloso, tipo de espião), e começou a cantar em playback a canção. Foi a primeira vez que Michal cantou Billie Jean para uma plateia.
O público estava em êxtase, de pé, e Michael fez uma apresentação espetacular, com seu giro e a primeira vez em que ele executou o passo conhecido como Moonwalk, em que ele desliza para trás com os pés. 
A apresentação, vista por mais de 50 milhões de pessoas na TV, fez com que Michael roubasse completamente o show, recebeu todo tipo de parabéns e congratulações, foi efusivamente abraçado pelos seus irmãos, e Billie Jean, claro, decolou para incrtementar o sucesso que já fazia. Uma apresentação que fica para a história. 

O ouro afunda no mar, madeira fica por cima, ostra nasce do lodo, gerando pérolas finas

Muito se falou sobre a morte do sambista Ederaldo Gentil, ocorrida no último dia 30 de março. Muito pode ser dito sobre a trajetória e suas composições, mas fico aqui com a maior delas, "O Ouro e a Madeira", de 1975.
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A música é uma ovação à simplicidade, em que o eu-lírico demonstra preferência explícita pelo que é singelo em vez daquilo que é grandioso. Por essa razão, prefere ser a fonte ao mar, o orvalho à chuva, o momento à vida, a canção ao concerto...
E a partir daí, encontra sua justificativa maior. Afinal, embora se valorize mais o ouro do que a madeira, o ouro afunda no mar, e a madeira fica por cima... enfim, ele prefere ser feliz sendo simples, diz um não à ambição, que pode levar ao sucesso, mas que não tem sustentação.

Por fim, diz justamente que as pérolas finas são geradas por ostras que nascem do lodo... novamente recorre ao simples, ao que é menos valorizado, mas que é mais verdadeiro. 
Ederaldo Gentil deixará muita saudade. A ele, seu maior sucesso... e suas canções, que se não foram o ouro que afunda no mar, são as pérolas que incrustadas na madeira, permanecerão...

A letra

Não queria ser o mar
me bastava a fonte
Muito menos ser a rosa
simplesmente o espinho
Não queria ser caminho
porém o atalho
Muito menos ser a chuva
apenas o orvalho

Não queria ser o dia
só a alvorada
Muito menos ser o campo
me bastava o grão
Não queria ser a vida
porém o momento
Muito menos ser concerto
apenas a canção

O ouro afunda no mar
Madeira fica por cima
Ostra nasce do lodo
Gerando pérolas finas


Marca de amor não sai - Sílvia Patrícia (Uma versão que eu gosto)

Eu confesso ter um certo preconceito contra versões... parece que nunca a música com a letra traduzida consegue trazer o sentido e o significado da letra original. Se o significado é mantido, perde-se a integração sonora entre letra e música. Se tenta se preservar a sonoridade, a letra perde sentido.
Mas há alguns casos raros em que isso dá certo. Eu gosto de Marca de Amor não sai, cantada por Sylvia Patrícia, uma versão da música Is it ok if I call you mine, de Paul McCrane... 
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A música mantém um acompanhamento somente com um violâo, e Sylvia Patrícia, escapando da tradução literal, consegue dar um sentido semelhante à música. 
Na canção original, o artista começa perguntando à sua musa se ele pode chamá-la de "sua", por algum tempo, e isso o fará feliz. Trata-se de alguém que diz precisar do amor do outro e que vê em cada coisa lembranças e reminiscências, e é um misto de saudade e de vontade de ver a pessoa amada de novo.
Blog de musicaemprosa : Música em Prosa, Marca de amor não sai - Sílvia Patrícia (Uma versão que eu gosto)
Na versão trazida por Sylvia Patrícia, a saudade adquire um tom mais doce do que na versão original; ela é cuidada com uma expectativa de um novo encontro, e de quanto o eu-lírico esquece do mundo quando encontra a pessoa amada... das lembranças, assim como na versão original, de quanto o artista se lembra de quem ama em cada belo detalhe...
Só que, na versão  de Sylvia, a música perde um pouco a ideia de súplica que existe na canção original, parecendo mais um convite, um convite de um amor cujas marcas não saíram, e mesmo depois o eu-lírico convida, dizendo que vai valer a pena...  enfim, uma canção de saudade sem a submissão que parece permear a canção original. É só comparar as letras...
Marca de amor não sai 
Existe alguém que quer amar
Só pra escutar
Você dizer vem cá
E eu sei que vai ser demais
Me ligue que eu vou

Se eu esqueço até
Pra onde tudo vai
Se você me abraça um pouco mais
Se o oposto atrai
Oh baby marca de amor não sai
E eu adoro como você faz
Mil vezes eu vou

O que eu tento lhe dizer
É que sempre vai valer
É só voltar o filme todo dia
Pra lembrar de você

Se por aí eu ouço seu nome
Ou parece que sim
Quase em todo lugar
Que eu penso em ir
Até nos livros que eu lí
Mais nada me importa
Não sei o que acontece comigo
Se você não vem
Nem quero ver se faz sentido também
Oh, baby
Eu sei que vou

O que eu tento lhe dizer
É que sempre vai valer
É só voltar o filme todo dia
Pra lembrar de você

is it ok if you call you mine 
Is it ok if I call you mine just for a time?
And I will be just fine
If I know that you know that I'm wanting, needing your love

If I ask of you is it alright
If I ask you to hold me tight
through a cold tough night
'cause there may be a cloudy day inside
and I need to let you know that I might be needing your love

And what I'm trying to say isn't really new
It's just the things that happen to me when I'm reminded of you

Like when I hear your name
or see a place that you've been
or see a picture of your grin
or pass a house that you've been in one time or another
it sets off something in me I can't explain
and I can't wait to see you again
Oh babe I love your love

And what I'm trying to say isn't really new
It's just the things that happen to me when I'm reminded of you


Mudando como um deus o curso da história, por causa da Mulher...

Esta frase termina uma bela homenagem de Gilberto Gil ao feminino, numa canção em que música e letra foram compostas ao mesmo tempo, e que se intitula "Super-Homem - a canção".
Para quem não sabe, antes mesmo dos filmes sobre Homem-Aranha, X-Men, Batman, Homem de Ferro e etc, um filme de super-herói fez história no final da década de 70. Era o Super-Homem - o filme, com Christopher Reeve no papel de Super-Homem, Marlon Brando no papel de Jor-El, pai do Super-Homem, Gene Hackmann no papel de Lex Luthor e Margot Kidder no papel de Lopis Lane.
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O filme mostra o quanto o super-homem, ao mesmo tempo em que é vulnerável pela kriptonita, é vulnerável também ao amor que sente, por Lois Lane, colega de profissão de seu alter-ego, Clark Kent. Super-homem não consegue suportar a ideia da morte de Lois Lane, e então opera um milagre.
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A partir da narrativa de Caetano sobre o filme que acabara de ver, surgiu uma das mais conhecidas músicas de Gil, uma homenagem, que ele narra no seu livro Todas as Letras (Cia das letras, 1996)
"Eu estava morando na Bahia e não tinha casa no Rio, por isso estava hospedado na casa do Caetano. Como eu tinha que viajar logo cedo, na véspera da viagem eu me recolhi num quarto por volta de uma hora da manhã. 
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"De repente eu ouvi uma zoada: era Caetano chegando da rua, falando muito, entusiasmado. Tinha assistido o filme Super-Homem. Falava na sala com as pessoas, entre elas a Dedé [Dedé Veloso, mulher de Caetano à época]; eu fiquei curioso e me juntei ao grupo. Caetano estava empolgado com aquele momento lindo do filme, em que a namorada do Superhomem morre no acidente de trem e ele volta o movimento de rotação da Terra para poder voltar o tempo para salvar a namorada. Com aquela capacidade extraordinária do Caetano de narrar um filme com todos os detalhes, você vê melhor o filme ouvindo a narrativa dele do que vendo o filme... Então eu vi o filme. Conversa vai, conversa vem, fomos dormir. 

Mas eu não dormi. Estava impregnado da imagem do Super-Homem fazendo a Terra voltar por causa da mulher. Com essa idéia fixa na cabeça, levantei, acendi a luz, peguei o violão, o caderno, e comecei. Uma hora depois a canção estava lá, completa. No dia seguinte a mostrei ao Caetano; ele ficou contente: 'Que linda!'
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Gil somente fora ver o filme quando estava nos Estados Unidos para gravar o disco Realce. A canção foi feita, portanto, a partir da narrativa de Caetano Veloso sobre o filme. . 

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O significado da canção, que há pouco mais de 30 anos foi visto com certa desconfiança pela critica, hoje parece evidente:  é uma homenagem àquilo que é visto como feminino, como características atribuídas naturalmente às mulheres, e que são coisas que fazem o e-lírico melhor, muito mais do que o tradicional mundo masculino. Gil, ainda sobre a letra, arrematou:  

"Sobre a "porção mulher" - "Muita gente confundia essa música como apologia ao homossexualismo, e ela é o contrário. O que ela tem, de certa forma, é sem dúvida uma insinuação de androginia, um tema que me interessava muito na ocasião - me interessava revelar esse imbricamento entre homem e mulher, o feminino como complementação do masculino e vice-versa, masculino e feminino como duas qualidades essenciais ao ser humano".

Uptown Girl - De Billy Joel Para Elle Macpherson e Christie Brinkley

Em 1983, Billy Joel lançava uma de suas mais conhecidas canções: Uptown Girl, do seu álbum An innocent man. A música relata uma daquelas situações típicas em que um "downtown man", ou seja, um homem simples, de classe média, deseja uma "uptown girl", que numa tradução livre, poderia ser considerada uma "Patricinha", que vive num mundo de luxo.
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A música parece um desejo, um sonho de um sujeito comum, que primeiro idealiza a garota, que vive num "white bread world", que seria algo como um mundo de elite cor-de-rosa. Esta garota, segundo a canção, ficaria cansada do seu mundo, seus garotos  e seus presentes de luxo, e vai se acabar se apaixonando por um cara comum - como o eu-lírico da canção. Ele diz que não poderá compra-lhe pérolas, mas quando ele souber quem ela é, ela ficará com ele, e ele poderá, não sem orgulho, dizer que aquela "uptown girl" lhe pertence. 
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Pode-se ver, sem muito esforço, que a canção tem por detrás aquela velha história conhecida do cara comum que está encantado com a moça rica, bonita, mas inacessível, e com o sonho de que ela esqueça de seu mundo fútil e venha cair nos seus braços...
O interessante é que essa música tem, na verdade, mais de uma musa inspiradora. Segundo o site http://www.dailymail.co.uk/, (inspirado no livro "The Girl In The Song" by Michael Heatley & Frank Hopkinson) Billy Joel estava de férias no Caribe quando ele conheceu três modelos que ficam no mesmo hotel - Ellen Macpherson, Christie Brinkley e uma jovem e então desconhecida chamada Whitney Houston. Ele estava tocando piano quando as três ficaram maravilhadas vendo-o tocar o instrumento. 

Blog de musicaemprosa : Música em Prosa, Uptown Girl - De Billy Joel Para Elle M
Elle Macpherson

Inicialmente, Billy Joel começou a sair com Macpherson. ele estava recém-divorciado do seu casamento com Elizabeth Weber. Ele diz que eles estavam saindo ("dating"), mas não estavam comprometidos. Depois, quando ela foi para a Europa, ele começou a sair com Christie Brinkley, com a qual acabou se casando. 
Assim a música que originariamente se chamaria "uptown girls", passou a se chamar "uptown girl", e a musa inspiradora pouco a pouco passou a ser Christie...

Blog de musicaemprosa : Música em Prosa, Uptown Girl - De Billy Joel Para Elle M
Christie Brinkley

Joel, que é de Long Island, Nova Iorque, se identificou como o cara comum que conseguia atrair tão belas modelos, a ponto de dizer numa entrevista: 
"O fato de que eu possa atrair uma mulher tão linda como Christie deve dar esperança a cada cara feia no mundo!"
A música, como todo o disco An innocent man foi uma homenagem à música pop dos anos 60. Divertida, leve e com uma história por trás... Ah, a mulher no clipe é Christie Brinkley, uma das inspiradoras da canção e então já mulher de Billy Joel. Vejam as danças típicas dos anos 80, inclusive o "break"...
http://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-1327163/Billy-Joels-Uptown-Girl-inspired-Elle-Macpherson-Christie-Brinkley.html#ixzz1liP6rNXF

Gilberto Gil cantando Marighella?

Quem assistiu oi filme "O que é isso, Companheiro" (dirigido por Bruno barreto inspirado na obra homônima de Fernando Gabeira),  percebe, numa cena perto do final do filme, a personagem interpretada por Fernanda Torres dizer que Gilberto Gil, numa determinada canção, gritaria o nome "Marighella"... para em seguida dizer que, para que fosse ouvido o nome corretamente, teria que ser ouvido ao contrário.
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Fiquei curioso e fui atrás da famosa canção. Em inúmeros sítios digitais e blçogs, encontrei a alegada resposta: o Grito estava na canção Alfômega, que consta de um disco gravado por caetano em 1969 (o LP tem a capa branca com a assinatura de Caetano. Foi gravado pouco depois que saíram da prisão).
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No meio da canção, Gil faz algumas onomatopeias vocais, e vi muita gente jurar que Gilberto Gil gritava nitidamente o nome "Marighella". E, para quem não sabe, Marighella foi um dos principais personagens da luta armada contra a ditadura militar no Brasil, morto pela ditadura em novembro de 1969.   
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Marighella
No livro "O que é isso, companheiro", Gabeira relatou, após o sequestro do embaixador americano, sua mania de ouvir discos bem baixinho, quando estava escondido, na clandestinidade, para não incomodar os vizinhos:   
"...Num deles, Gil gritava Marighella. No princípio foi interessante reconhecer aquele nome, mais ou menos gritado às pressas, propositalmente, não articulado. Depois era fácil acompanhar a música que, dentro de alguns segundos, ia dizer Marighella. Finalmente, era insuportável ouvir aquele grito de Marighella, repetido mil vezes, ao longo daqueles dias. Sobretudo porque num deles a televisão anunciava a morte de Marighella, assassinado em São Paulo. A morte de Marighella foi a resposta que o governo deu ao sequestro do Embaixador americano..." 
Ouvindo atentamente a canção, parece que, em certa altura, Gil, canta algo que parece ser assim: "iê, ma-ma-mar-guella!"  
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Gil, no documentário "Canções do exílio: a labareda que lambeu tudo
Só que recentemente, Gilberto Gil, no documentário: "Canções do exílio: a labareda que lambeu tudo", (que conta a trajetória de Gil, Caetano, Jorge Mautner e Jards Macalé sobre as prisões que sucederam ao AI-5, no fim de 68), desmente que tenha gritado o nome de Marighella na canção:
"Dizem, as pessoas, muita gente diz que ouvia num trecho de uma das músicas daquele disco que eu fiz quando saí do Brasil, que eles ouviam o grito do Marighella, coisa que eu nunca fiz. Eu insistentemente ouvia pra ver e eu não achava nem parecido com alguém gritando Marighellla. E na verdade o que acontecia ali eram aqueles gritos normais que eu dou até hoje no meio das minhas músicas, uma daquelas onomatopeias típicas do meu modo de me exprimir musicalmente. Mas nunca, nunca fiz menção ao Marighella, até porque eu tenho impressão que era muito destemor, seria muito destemor da minha parte, naquele momento, diante daquela situação toda fazer esse tipo de coisa.  É um mito, é uma lenda..." 
 Está aí a canção. Reparem nos vocais de Gil. Está no minuto 1:30 do video aqui postado.  Conseguem perceber? Ou será que é apenas uma lenda?
domingo 12 fevereiro 2012 02:10 , em As lendas

Moça - uma homenagem a Wando

 
Hoje morreu Wando. Um cantor que fez parte da história da música brasileira nos últimos 40 anos. Fiquei pensando no que seria dito no seu obituário. Seria fácil, nesse mundo em que cada um é forçado a ser enquadrado em um rótulo, em dizer que Wando é o "cantor das calcinhas". Evidentemente, nou últimos anos ele se aproveitou desse fetiche como instrumento de promoção  pessoal, mas quem já se deu ao trabalho de ir além do rótulo vê que existem músicas de qualidade.

Blog de musicaemprosa : Música em Prosa, Moça - uma homenagem a Wando

Não se pode dizer que Wando é um cantor romântico igual aos outros. Ele tem uma marca e um estilo pessoal nas suas canções, na sua interpretação, e certamente fará muita falta. Ele não gostava de ser chamado de "brega", como citei aqui em outra postagem ( http://musicaemprosa.musicblog.com.br/274083/Wando-e-a-musica-brega-brega-Trechos-de-uma-entrevista-com-o-artista/), dizia que gostava de vários estilos musicais, mas que, como cantor da noite, aprendeu que as mulheres gostavam de música romântica. 

Para fazer uma singela homenagem, vou me referir ao primeiro grande sucesso de Wando. "Moça". Para quem não sabe, Wando começou fazendo Samba, tanto que seu primeiro disco, gravado em 1973, se chama "Glória a Deus no Céu e samba na terra". 

No entanto, Wando ao perceber que o público feminino delirava quando ele cantava músicas românticas, ele compôs "moça".
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 Zuza Homem de Mello e Jairo Severiano, no livro "A canção no tempo, vol. 2", afirma que a canção foi feita em homenagem a uma mulher que Wando teria conhecido em Belém do Pará, quando da divulgação de seu primeiro LP. Com ela Wando teve um breve romance e daí veio a canção. Em 1975, vendeu mais de 1 milhão e 200 mil cópias,    

 
Afirmam os referidos autores que Hélio Ribeiro, da Rádio Bandeirantes de São Paulo, encantou-se com “Moça”, e a executava  com frequência. A canção foi incluída na trilha de “Pecado Capital’. (“Moça” era o tema de Lucinha, uma pobre suburbana, interpretada por Betty Faria, que se casaria com Salviano (Lima Duarte), o patrão milionário").

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Wando, na canção, se dirige à moça, pede que ela o espere, pois ele levará consigo seu coração, mesmo atarefado, abafado, ele se "virará do avesso" para encontrá-la.

Ele sabe que a moça tem um passado "tão forte" que é capaz de machucá-lo. "Sei que já não és pura" é uma referência à virgindade, tão valorizada na época, mas que ele não se importa... pede para que ela "dobre as mangas do tempo", e retribua o sentimento que ele está te entregando.  

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Numa época de censura imposta pela ditadura militar, Wando se permitiu sugerir uma cena de amor, com um erotismo insinuado... ele quer se enrolar nos cabelos da moça, abraçar todo seu corpo, enfim, perder-se de amor, numa noite de amor...

Fico imaginando quem seria essa moça, e de como despertou no artista um amor que joga para trás tabus e preconceitos da época e que só deseja ser vivido...

Sim, Wando, você é muito mais que "cantor das calcinhas". Obrigado pela sua obra brega, romântica, autêntica.  
 

Se acaso você chegasse

Lupicínio Rodrigues notabilizou-se por suas canções de amor perdido, até por criar a expressão "dor-de-cotovelo"... O que poucos sabem é que ele era boêmio e namorador, e também fez composições sobre sua vida sentimental. 

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Lupicínio

Conforme narram Zuza Homem de Mello e Jairo Severiano, no livro "A canção no tempo (vol.1)": 

"Se Acaso Você Chegasse" é uma espécie de mensagem/sondagem que dirige a um amigo, Heitor Barros, de quem havia tomado a namorada. Lupicínio sabia que agira mal e temia perder o amigo, que muito prezava.

Para evitar o rompimento, procurava convencê-lo de que a amizade dos dois era mais importante do que a mulher infiel ("Será que tinha a coragem / de trocar a nossa amizade / por ela que já lhe abandonou..."), ao mesmo tempo em que lhe comunicava um fato consumado ("eu falo porque essa dona / já mora no meu barraco...") e de difícil reversão ("de dia me lava a roupa / de noite me beija a boca / e assim nós vamos vivendo de amor").

A verdade é que o poeta queria ficar com a mulher e o amigo, feito que acabou conseguindo, pois Heitor gostou do samba e perdoou a traição".
 
A música se inicia com uma pergunta a partir de uma situação hipotética:  caso você, amigo chegasse na casa do eu-lírico e lá encontrasse aquela mulher com quem tivera uma história, o que você faria? Teria coragem de acabar com a amizade por uma mulher que o abandonara? 

A partir dessa pergunta, a confissão: A dona já mora no barraco, vive com o eu-lírico, então não há o que fazer... 
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Cyro Monteiro

A música foi composta em 1936, de improviso, e foi responsável pela projeção nacional de Lupicínio, e responsável pela projeção de Cyro Monteiro, o primeiro a gravá-la, em 1938, e foi certamente o maior sucesso de Elza Soares, gravada em 1959.  

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Fonte: A Canção no Tempo: 85 anos de músicas brasileiras, Vol 1: 1901-1957 / Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. - São Paulo: Ed. 34, 1977.