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10 de fev de 2013

Batalhas na Polônia - Segunda guerra mundial


A Batalha da Polônia – Parte IV

solpara


Parada Alemã em Varsóvia
Enquanto se travam os últimos e sangrentos combates da batalha do Bzura, o 19° Corpo Blindado do general Guderian segue para o sul e, após atravessar o rio Narew e destruir as forças polonesas pelo caminho, flanqueia Varsóvia pela retaguarda. Sem cessar a sua marcha, os carros de combate alemães ocupam a cidade de Brest-Litovsk e, em 16 de setembro, fazem contato com as unidades de von Rundstedt, nas margens do rio Bug. E como foi planejado, as forças oriundas do norte e do sul fecham a gigantesca armadilha sobre a totalidade do exército polonês.
No dia seguinte, os russos, cumprindo as cláusulas secretas do tratado germano-russo, cruzam as fronteiras orientais da Polônia e chegam à Brest-Litovsk. No mesmo dia em que os russos invadem a Polônia, o marechal Smigly-Rydz foge para a Romênia. Varsóvia, ainda resiste. Lá se concentram os restos do Exército Polonês que prepara-se para enfrentar a investida final da Wehrmacht.
Em 25 de setembro, começa o bombardeio aéreo maciço de Varsóvia. O dia todo, os Stukas metralham e bombardeiam a indefesa cidade. Ao cair da noite, sob a luz dos incêndios que se propagam por todos os bairros, os alemães iniciam o ataque final. Combatendo furiosamente, os soldados e civis poloneses recuam lentamente para o centro. As munições e suprimentos se esgotam. Não há medicamentos para atender aos milhares de feridos e falta água. Em 27 de setembro, os poloneses se rendem. Ao meio dia, cessa o fogo e os soldados incineram as bandeiras dos seus regimentos, para que não caíam nas mãos dos alemães. Dois dias depois, as tropas do 8° Exército de von Blaskowitz entram em Varsóvia.


A entrada de Inglaterra e França na guerra:

Na manhã de 3 de setembro de 1939, enquanto as forças polonesas combatiam desesperadamente a Wehrmacht, o embaixador inglês em Berlim, Sir Nerville Henderson, entrou no escritório de von Ribbentrop, ministro das Relações Exteriores do Reich. Na ausência deste, o diplomata foi recepcionado pelo Dr. Paul Schmidt, intérprete pessoal de Hitler. Henderson saudou-o friamente e, sem maiores formalidades, leu, com voz grave e solene, a nota do seu Governo: Chamberlain comunicava a Hitler que, a partir das 015h00min desse dia, a Inglaterra entraria em guerra com a Alemanha, se a Wehrmacht não cessasse imediatamente o seu ataque à Polônia e evacuasse os territórios conquistados. Terminada a leitura, Henderson entregou uma cópia do documento a Schmidt e retirou-se. Schmidt dirigiu-se rapidamente à Chancelaria do Reich e entrou no escritório de Hitler. Acompanhado por Ribbentrop, o Führer estava sentado frente a uma grande janela. Schmidt traduziu a nota britânica. Após a leitura, a sala ficou em absoluto silêncio. Hitler, então, pôs-se de pé e perguntou a Ribbentrop com voz ameaçadora: – “E agora, que mais?”
Submisso, o ministro respondeu: “Suponho que os franceses entregarão um ultimato semelhante, dentro de uma hora”. Pouco após o meio dia, o embaixador francês Robert Coulondre entregou a Ribbentrop o ultimato do seu governo. Assim, 21 anos depois do término da Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra, França e a Alemanha lançavam-se novamente à luta. A Europa e o mundo se envolveriam no conflito em pouco tempo.