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2 de fev de 2013

Guerra cultural: de qual lado ficaria Jesus? (Vídeos)! Imperdível!


Esse artigo servirá como um complemento à outro que escrevi já à um tempo chamado: desmascarando os grupos pseudos-cristãos, conservadores pró-família e defensores de valores tradicionais.
As pessoas ainda não perceberam, e principalmente os cristãos, que estamos no meio de uma guerra cultural intensa, que disputa o controle das instituições políticas e a tomada do poder no Estado. Existem dois grupos majoritários: de um lado os religiosos, levantando bandeiras conservadoras e do outro os homossexuais politicamente organizados, se dizendo liberais.

"Observe o que está à vista que o oculto lhe será revelado..."

Jesus de Nazaré


A primeira coisa que você leitor, que me lê pela primeira vez precisa saber é que ambos os grupos SÃO MOVIMENTOS REVOLUCIONÁRIOS! Ambos possuem projetos de poder, ambos possuem uma agenda de tomada do poder político. Não se engane, não se deixe levar pelos discursos de alerta de um grupo ou de outro, ambos trabalham juntos para a implantação de um ambiente totalitário e opressor, ambos trabalham de acordo com a sua oposição à uma Nova Ordem para o Brasil, que já há espírito em todo o mundo antes de aqui chegar.



A agenda revolucionária Gay
Os movimentos políticos gays vem se organizando e se consolidando cada vez mais à partir das décadas de 80 e 90. Buscam moldar o Estado para através dele a cultura homossexual seja implantada na mente nos corações das pessoas. Esse desejo é mascarado pela frase: combater a homofobia. Isso consiste tecnicamente falando em destruir a heteronormatividade substituindo-a pela homonormatividade; como bem está descrito na lei PL122. Não preciso falar muito desse primeiro grupo, pois todos os blogueiros atentos e conscientes do assunto sabem que eles são um movimento revolucionário com intenções revolucionárias.

A agenda revolucionária Religiosa
Igualmente desde a década de 80 e 90, vemos surgir no Brasil os movimentos pentecostais e neopentecostais, dos quais possuem como regra cultural principal a intransigência na interpretação dos textos bíblicos; sempre os interpretam de forma literal, descartando a crítica textual, a hermenêutica, a contextualização, a coerência dos diversos textos com os ensinos de Jesus, etc. Estes dois circuitos do meio evangélico se caracterizam pelo elogio à ignorância, o desprezo pelo estudo e pela cultura erudita, fundamentam-se no famoso texto de Paulo: "A letra mata, mas o espírito vivifica...". É deles que percebemos a imagem mais clara de que o protestantismo é a Roma religiosa com uma outra aparência. Da década de 90 para cá vimos aparecer os tais movimentos de batalha espiritual, G12 e outros. Esses movimentos possuem a ideologia de que a igreja precisa influenciar na política, precisa "tomar de volta aqui que satanás roubou"... Esse ímpeto nasce da ausência de crítica do texto de Paulo aos Romanos no capítulo 13, em que ele afirma que autoridades políticas são instituídas por Deus e que devemos submissão eterna à elas, pois elas existem para o nosso bem... Não entrarei nessa questão agora. Contudo poucas pessoas acompanham os discursos, pregações e declarações dos líderes religiosos envolvidos na política. Devemos prestar atenção não só nos discursos proferidos em público, mas principalmente aqueles que são feitos dentro das igrejas! Em congressos, ou reuniões de caráter mais particular. São nessas ocasiões que encontramos as verdadeiras intenções dos religiosos políticos!

Desde muito tempo há uma agenda de tomada do poder político por parte dos líderes evangélicos do Brasil. Há um projeto de poder em curso, um projeto de tomada das instituições governamentais pois desse modo, pensam esses religiosos, que o Reino de Deus será implantado na Terra, é através do Estado e de seu governante divinizado que Deus reinará entre os Homens. Esta é uma doutrina romana, da qual o protestantismo é herdeiro direto. Procure sobre Teologia do domínioDominionismo ou Teonomia.

O maior e mais claro exemplo da agenda revolucionária/totalitária religiosa cristã

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Neste ano tivemos uma grata surpresa dada pela pastora Dolores, do PMDB de Minas Gerais. O seu projeto político é totalmente revelador, mas serve apenas para uma vez mais nos demonstrar as verdadeiras intenções por detrás dos discursos bonitos que é a vontade revolucionária de tomada do poder.
Vejam o quanto doentio é a mentalidade desta pessoa, ela encarna com todas as forças a figura do cristianismo medieval, típico do cavaleiro templário que tem como meta a invasão da "Terra santa" para a libertação dos ímpios. A imposição de uma religião obrigatória é o ímpeto propulsor no coração dessas víboras rastejantes. O totalitarismo religioso cristão se impulsiona em todos os setores da igreja evangélica, porém aonde ele mais possui força é nos circuitos pentecostais e neopentecostais.

Ora, é exatamente este projeto de poder exposto ao público que fomenta mais ódio e repulsa por parte de qualquer pessoa sensata, não precisa ser necessariamente um ativista gay, ou um ateu... Depois que tudo vem à público e as reações raivosas começam à surgir, eles se disfarçam de vítima de intolerância religiosa; dizem que são perseguidos, humilhados e xingados gratuitamente, como faz a psicóloga Marisa lobo toda hora em seu Twiter. Na verdade é apenas a reação indignada que viria à tona diante de qualquer outro fato que ocorre em nosso dia à dia.

A infiltração descentralizada

A infiltração descentralizada é um tática de tomada do poder na qual um determinado grupo se infiltra em um ambiente de forma camuflada. Exemplificando: em um ambiente de 100 pessoas, cerca de 20 fazem parte de um grupo que se infiltrou no interior do restante das 80 para modificar o comportamento delas a assim dominá-las. Contudo, essas 20 pessoas não estão identificadas visualmente; fazem parte de um  mesmo grupo, possuem a mesma ideologia e possuem uma aliança de transformar aquele ambiente, mas ao olharmos para as 100 pessoas não veremos nada de incomum. As 20 pessoas infiltradas nem mesmo se falam ou se olham, agem como se não se conhecessem. Contudo as suas ações são orquestradas, uma se enaixa na outra. Para percebemos que há um grupo ali atuando devemos prestar bastante atenção nas ações comuns praticadas por indivíduos espalhados, e à partir disso entender o jogo oculto que está sendo traçado por aqueles que estão agindo em grupo porem de forma descentralizada.

É justamente assim que agem os grupos revolucionários teocráticos cristãos no Brasil. São senadores, deputados federais e estaduais de diversos partidos, que não se falam nem auto-declaram amigos ou parceiros mas que possuem uma aliança invisível e ideológica de estabelecimento do espírito teocrático na cultura primeiramente, para depois se desenvolver na jusrisprudência.

Dialética: o jogo oculto da Nova Ordem Mundial

Um grande mistério nos é revelado ao identificarmos a estratégia oculta na luta entre a igreja política x homossexualismo político: a dialética. Dialética é um conceito filosófico que indica o conflito entre dois objetos na finalidade de se criar um terceiro à partir desses dois anteriores. Mais bem elaborada pelo filósofo Georg W. Friedrich Hegel (1770 - 1831), a dialética se resume na formula: Tese - Antítese - Síntese. Há de existir uma teses inicial, nela é feita a sua crítica chamada antítese, gerando assim uma conclusão, chamada de síntese. Logo essa síntese é também encarada como uma tese, requerendo de si a sua crítica (antítese) e depois de novo uma síntese; o que se repetira incessantemente e infinitamente.
É através dessa mentalidade instaurada à partir de oposições que a Nova Ordem Mundial se insinua. Porém cabe percebermos que a luta inicial, ou seja; tese contra a antítese não é o objetivo em si, pois o objetivo é a síntese! O que surgirá com a disputa dos dois lados. Assim, o combate entre os dois grupos e imprescindível! Pois é dele que nascerá a sociedade da Nova Ordem e consequentemente o novo Homem desta nova era.

Por isso, à parte que nos cabe, é esclarecer à todo evangélico que ele, enquanto militante dessa causa anti gay, está exatamente cumprindo a agenda globalista, fazendo o seu papel de antítese, de contrário; promovendo o contraditório necessário para que venha emergir deste conflito a solução, o resultado final.

Estamos cercados por dois discursos totalitários; um religioso e outro anti-religioso. Ambos são projetos totalitários que perseguem a concentração de poder.

Neste blog eu particularmente me dedico à condenar e denunciar a agenda revolucionária Teocrata, pois trata-se de algo que eu conheço e de um ambiente em que estou inserido (não sou mais evangélico mas estou inserido no contexto e em contato com irmãos e conhecidos que ainda são). Desse modo, não dou tanta atenção à agenda revolucionária gay nos meus escritos, pois isso não é o foco das minhas pesquisas. O foco das minhas análises é o espiritual e não o político. Por isso condeno que o enfoque político promovido prela religião é altamente danoso à espiritualidade. Testifico que NÃO EXISTE GUERRA DO "BEM" CONTRA O "MAL"! Não existe nesta guerra cultural uma "escolha melhor" à se fazer, pois a melhor escolha é não escolher nenhum dos lados, é abster-se de escolher e assim se concentrar na sua individualidade diante de Deus ao invés de depositar sua confiança em algum homem ou instituição ou partido que lhe prometa vitória, bem aventuranças ou salvação. O reino de Deus está em TI, e não FORA DE TI, nos outros...

Não existem idéias dignificantes para a existência humana nessa guerra, só existem ideologias políticas em jogo. Os religiosos por sua vez, converteram todo o seu discurso espiritual (que nunca foi realmente espiritual) em uma nojenta ideologia política. Se de um lado os movimentos ditos progressistas, que apóiam a agenda gay estão interessados abertamente em instituir um ambiente opressivo e controlador pela via Estatal, desse mesmo modo os religiosos fundamentalistas se apresentam.

Já de muito tempo há essa ideologia de tomada do poder político no coração dos cristãos. Ele descende de uma única origem histórica: Roma. Estudemos Roma e o cristianismo primitivo nos séculos I, II e III e veremos estampados diante de nossos olhos toda a verdade histórica e conceitual sobre o que acontece hoje com a igreja brasileira e mundial. Os dois grandes maiores expoentes foram o imperador Constantino e Flávio Teodósio; o primeiro moldou a psicologia da igreja, abolindo a perseguição, dando conforto, riquezas e poder político. O segundo "carimbou" a igreja imunda dando-lhe o Estado, foi Teodósio que decretou Roma como um Estado oficialmente cristão.

O instinto imperialista, tipicamente medieval; dos cavaleiros templários realizando suas cruzadas de expansão da fé cristã é o tom do discurso de conquista. Perceba que nada mudou, apenas as roupas e as novas tecnologias, porém  a mente por detrás é a mesma. São os colonizadores do século XXI, em busca de povos, tribos e nações à serem conquistados. Sabemos também que a intenção evangelizadora possui o intuito de colonizar novos povos, tribos e nações porque é publicamente demonstrado a finalidade de submetê-los à uma religião. A finalidade é esta e não outra, não é ensinar a mensagem daquele carpinteiro que viveu na palestina, Yeshua... Nada disso, submeter á ferro e fogo, à ameaças e toda espécie de terrorismo psicológico os novos povos à uma religião, à um dogma; à uma escravidão mental:


Por um pensamento simples de comparação e aproximação, podemos chegar à conclusão de que a igreja evangélica brasileira politicamente militante, encabeçada por Silas Malafaia, Marisa Lobo, Marco Feliciano, João Campos, Magno Malta e essa pobre coitada da pastora Dolores são seguidores e representantes desse espírito Constantiniano e Teodosiano. Ouvir Silas Malafaia, Marisa Lobo e essa corja de manipuladores é ver Constantino e Teodósio vivos diante de nós no século XXI:

Por isso se galanteiam em honrarias dadas pelos e reis príncipes da Terra:
Denuncio, e continuo a fazê-lo na medida de minhas forças, que esses malditos enganadores profanam a mensagem e memória do mestre Jesus. Seus corações estão no deus desse século, deste mundo.

(João 17:9) - Eu rogo por eles (os discípulos); não rogo pelo mundo (sociedade, Estado, governos...) , mas por aqueles que me deste, porque são teus.

(João 17:14) - Dei-lhes a tua palavra, e o mundo (a sociedade, o Estado...) os odiou, porque não são do mundo (Da sociedade, do Estado...), assim como eu não sou do mundo (Da sociedade, do Estado...).

(João 17:15,16) - Não peço que os tires do mundo (Os discípulos precisam permanecerem vivos na Terra enquanto Jesus estava indo embora), mas que os livres do mal. Não são do mundo (Não participam ativamente das dinâmicas e dos acontecimentos do mundo), como eu do mundo não sou.

(João 17:18) - Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.


Jesus nos envia ao mundo, como ele também foi enviado: para não ser um do mundo, mas para viver no mundo não sendo dele... O discípulo é como o mestre; um objeto estético diante dos homens, e não mais um "parafuso" na engrenagem do sistema do mundo.

Fonte: 
Liberta-te.org