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30 de abr de 2013

Direto da redação - O seu fim de noite! Especial - Ayrton Senna!








Ayrton Senna: O mágico que foi piloto


Ayrton Senna é considerado por muitos como o melhor piloto de sempre na história da F1. A sua morte, numa curva que hoje já não existe, em Imola, mudou tudo: a partir dessa data, a F1 nunca mais foi à mesma. 





Ayrton Senna, o Mágico: rios de tinta e biliões de palavras já falaram sobre este brasileiro, que um dia disse o que ía dentro da alma de um motor e fez um calejado veterano da F1 exclamar, com olhar de espanto: “Este tipo é mágico!” A história, essa, já toda a agente a conhece – mas foi ela que começou (também) a fazer o mito. O resto, esse, até já deve fazer parte da lenda. Uma lenda que começou bem cedo.
Talento de berço
Um dia, tinha ele quatro anos, o pai deu-lhe um pequeno “kart”, feito por si e que tinha sido rejeitado pela sua filha mais velha, Viviane. O petiz adorou a experiência… e os seus problemas de coordenação desapareceram como por milagre. Sensível ao precoce e inesperado dom do seu caçula, Milton da Silva acabou por ser o principal impulsionador da carreira de Ayrton. Carreira que, é claro, passou pelo exigente crivo que é a escola do “karting” – e passou com distinção: desde o início, o irrequieto Ayrton demonstrou a sua veia de vencedor. Logo na sua primeira prova oficial, a 1 de Julho de 1973, humilhou os seus rivais, quase todos mais velhos e experientes: foi a sua primeira vitória oficial. No “karting”, Senna conquistou o título no Campeonato Sul-Americano, em 1977 e, em 1980, foi vice-Campeão do Mundo. Nesse ano, agradeceu todo o suporte ao seu pai e fez as malas para a Europa, com a sua jovem e recente esposa, Liliane Vasconcelos. Em Inglaterra, alugou um “bungalow” próximo da pista de Snetterton e depressa se adaptou ao clima e aos monolugares, que descobriu então.
E de tal forma essa adaptação foi conseguida, que venceu os campeonatos RAC e Townsend-Thoreson, de Fórmula Ford 1600, como piloto oficial da Van Diemen. Depois, regressou ao Brasil, cedendo às pressões da família mas, logo de seguida, voltou as costas ao Brasil, regressando à Europa. Aceitou um convite que lhe tinha sido feito por uma equipa para correr na Fórmula Ford 2000, mudou o nome para apenas Ayrton Senna (esquecendo o “da Silva”, que considerou demasiado comum…) e, nesse ano de 1982, sagrou-se Campeão britânico e europeu da categoria. Em 1983, subiu mais um degrau, agora para a Fórmula 3, correndo com a West Surrey Racing. Após uma primeira parte da temporada em que foi ele o dominador, encontrou em Martin Brundle um adversário à sua altura, com quem duelou até ao último capítulo, em Thruxton, de forma épica, conquistando aí o seu quinto título consecutivo na Europa, em três anos. No final da temporada, teve ainda tempo para vencer o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3, sem dúvida a prova mais famosa e prestigiada dessa modalidade. E foi aqui que deu o seu definitivo passo rumo à F1.
Fazer história (também) na F1
Depois de um primeiro teste com um Williams, e de ter atraído também as atenções da McLaren, Ayrton Senna chegou a ser dado como certo na Brabham, ao lado do seu compatriota – e futuro rival… pessoal – Nelson Piquet. Porém, este teve a última palavra na escolha do colega de equipa e Senna viu-se constrangido a aceitar um lugar na mediana Toleman, substituindo Derek Warwick. Senna pontuou logo na sua segunda corrida e, no Mónaco, prova que quase ganhou, começou a construir a sua reputação de piloto imbatível à chuva. No final de 1984, assinou com a Lotus e ganhou o seu primeiro Grande Prémio precisamente à chuva, no Estoril. Três anos com a equipa inglesa permitiram-lhe perceber que não era a solução ideal para chegar ao título de Campeão do Mundo. Por isso, em 1988 passou-se com armas e uma bagagem de enorme talento para a McLaren, onde conquistou no final o primeiro dos seus três títulos. Rapidíssimo nas qualificações, ficou célebre a forma como geria o tempo e os nervos, arrancando para a pista mesmo nos últimos instantes, para fazer então uma volta-canhão, que nenhum adversário conseguiria depois bater.
Na McLaren, veio ao de cima a sua personalidade forte e a sua apetência para as lutas de carácter. Para ele, a vitória era o único objectivo. As suas lutas na pista e as picardias fora dela com o seu colega de equipa, Alain Prost, ainda hoje fazem parte da lenda da F1. Em 1990 e 1991 conquistou mais dois títulos de Campeão do Mundo, mas depois teve que se inclinar à supremacia da Williams nos dois anos seguintes. Desiludido com a incapacidade da equipa de Ron Dennis em lhe permitir continuar a lutar pelo título, Ayrton assinou no final do ano um contrato com sir Frank Williams, o mesmo que lhe bateu com a porta na cara dez anos antes, depois de um teste prometedor.

1994 não começou da melhor forma: sem pontuar nas duas primeiras provas, Senna chegou a Imola em branco, enquanto o seu principal rival de então (Prost abandonou a actividade no final da temporada de 1993), Michael Schumacher, levava já duas vitórias de avanço. Por isso, era forçoso um bom resultado em San Marino – Senna seguia na frente, quando a barra da direcção do Williams se quebrou o o atirou, sem hipótese de correcção, contra o cimento do muro de Tamburello. Foi fim da linha para o homem e o início da lenda para Ayrton Senna.
Em resumo de uma carreira excepcional, as estatísticas são mais simples de relatar: participou em 161 Grandes Prémios, durante 11 temporadas (GP do Brasil de 1984 ao GP de San Marino de 1994); conquistou por três vezes o título de Campeão do Mundo, sempre com a McLaren (1988, 1990 e 1991); venceu 41 Grandes Prémios (o primeiro foi o GP de Portugal de 1985, o último, o GP da Austrália de 1993); subiu por 80 vezes ao pódio; rubricou 65 “pole positions” e 19 melhores voltas em corrida. E pronto: da frieza dos números estamos conversados. É que é preciso não esquecer que, por trás deles, está sempre um homem – neste caso, de seu nome Ayrton Senna, o Mágico.

 Ayrton Senna da Silva

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O dia 1o de maio de 1994 dificilmente sairá da memória dos brasileiros, pois foi nesse dia, há 15 anos, que o Brasil perdia seu maior campeão de todos os tempos: o piloto da F1, Ayrton Senna da Silva, ou Ayrton Senna do Brasil, como era chamado, tal o orgulho que trazia das pistas de todo o mundo para o coração dos brasileiros.  
 
Ayrton Senna nasceu na cidade de São Paulo, SP, em 21 de março de 1960. Ele tem dois irmãos: Leonardo e Viviane, que é hoje quem administra a Fundação Ayrton Senna. O grande piloto, já ao lado dos grandes nomes da F1, se tornou uma lenda, e teve tantos fãs, até entre crianças, que foi lançado no Brasil, pelo Estúdio Maurício de Souza, a revista em quadrinhos Seninha.  


A batalha de Senna até chegar à F1, foi árdua, vencendo pela persistência e disciplina, duas de suas grandes virtudes. Em 1973 ele começou a correr de Kart no circuito de Interlagos. Já em 1982 ele estreou na Fórmula Ford 2000, correndo pela Rushen Green Racing. Um ano depois ele já entrava para a Fórmula 3 e em 1984 ele entrava definitivamente para a categoria que o imortalizou: a Fórmula 1. Sua primeira equipe foi a Toleman Group Motorsport.  


O jovem e audaz piloto logo chamou a atenção do grande público e também dos empresários da F1, e ele foi contratado pela Lotus e, em seguida, pela grande McLaren, onde seria tri-campeão mundial da F1. Senna venceu três vezes o maior campeonato de corrida do mundo em 1988, 1990 e 1991. Após isso, com a queda do rendimento do famoso carro vermelho e branco (na época de Senna) e com a melhor performance da Willians, Senna muda de equipe e acaba perdendo a vida no circuito de Ímola, Itália, em 01 de maio de 1994. O carro número 1 da Willians, que ele julgava insuperável, quebra a 300km/h e tira a vida do grande piloto.  


O também piloto da F1, Ghérard Berger foi o maior amigo de Senna e os locutores Galvão Bueno e Reginaldo Leme, da Tv Globo, foram amigos e testemunhas oculares do começo, apogeu e fim do campeão. Na conquista dos campeonatos da F1, Senna teve como maior rival o francês Alain Proust, que após a morte de Senna diria que a Fórmula 1 perdera o encanto e ele perdera a vontade de correr.  


Em 12 de maio de 1984, ainda no início da sua trilha de campeão, Ayrton Senna venceu uma corrida especial em Nurburgring, pilotando uma Mercedes-Benz. Naquela época ele já portava na cabeça o capacete com as cores verde, branco e azul, com predominância do amarelo, cores da bandeira brasileira e que, após sua morte, tornou-se símbolo da vida e da alma do inesquecível campeão. 

O carro com o qual Senna assombrou  
na F1 e o troféu da corrida no Brasil, 
no ano da conquista do tri e, abaixo, 
a inesquecível McLaren.

Em resumo de uma carreira excepcional, as estatísticas são mais simples de relatar: participou em 161 Grandes Prémios, durante 11 temporadas (GP do Brasil de 1984 ao GP de San Marino de 1994); conquistou por três vezes o título de Campeão do Mundo, sempre com a McLaren (1988, 1990 e 1991); venceu 41 Grandes Prémios (o primeiro foi o GP de Portugal de 1985, o último, o GP da Austrália de 1993); subiu por 80 vezes ao pódio; rubricou 65 “pole positions” e 19 melhores voltas em corrida. E pronto: da frieza dos números estamos conversados. É que é preciso não esquecer que, por trás deles, está sempre um homem – neste caso, de seu nome Ayrton Senna, o Mágico.



Lewis Hamilton ao visitar o museu
da McLaren junto com Jenson Button,
olhou para o carro pilotado por Senna
 e disse: "Este é o cara!"



O talento do campeão Ayrton Senna nas pistas de Fórmula 1 era inegável. Rei das ultrapassagens, profundo conhecedor do próprio carro e exímio corredor em dias de chuva, ele se consagrou como lenda do esporte e ídolo dos brasileiros.


 A disputa com Mansell em Mônaco (1992)

O ano era da Williams e os cinco primeiros GPs de 1992 haviam sido vencidos por Nigel Mansell. Na corrida em Mônaco, Senna largou na terceira posição, mas logo passou o italiano Riccardo Patrese e assumiu o segundo lugar. Liderando a prova, Mansell chegou a abrir 30 segundos, mas um problema no pneu o obrigou a voltar aos boxes. Foi a deixa para Senna assumir a liderança. Com pneus novos, Mansell passou mais de sete minutos tentando ultrapassar o brasileiro, que não permitiu e marcou sua quarta vitória consecutiva nas ruas do Principado. Ao final, o próprio Mansell rendeu-se ao talento de Senna: “Foi o segundo lugar mais bonito da minha carreira”.
A generosidade com um colega na Bélgica (1992)



Já muito mais maduro e preocupado com a segurança dos pilotos, durante o treino de classificação do GP da Bélgica, em 1992, Senna parou sua McLaren para ajudar o piloto francês Eric Comas, da equipe Renault, que havia batido. O brasileiro viu o acidente, encostou seu carro, pulou para fora e correu para ajudar o colega.


O pódio no GP Brasil (1991)

Depois de dois títulos conquistados – e prestes a alcançar o terceiro -, Senna ainda tinha um objetivo maior: vencer diante da torcida brasileira. Com sua McLaren no GP Brasil de 1991, largou em primeiro e não perdeu a liderança até o final, apesar de um grave problema no câmbio do carro. Primeiro, ele perdeu a quarta marcha e tinha de passar da terceira direto para a quinta. Depois precisou segurar a alavanca para manter as marchas engatadas. Como se não bastasse, faltando sete  voltas para o final, ainda ficou apenas com a sexta marcha. Todos os contratempos foram superados e Senna conquistou a vitória histórica – e sofrida. Ao cruzar a linha de chegada, o corpo estava com espasmos devido grande esforço, e ele teve dificuldade até de levantar o troféu no pódio.

O 1º campeonato mundial no Japão (1988)

Na sua primeira temporada como piloto da McLaren, Senna tinha como companheiro de equipe o francês bicampeão Alain Prost. No GP do Japão, o brasileiro havia feito a melhor volta nos treinos mas um problema no motor fez com que caísse para a 15ª posição na largada. Acelerando como nunca, foi ultrapassando todos os adversários, até chegar ao maior rival da disputa pelo título: o colega Alain Prost. Na 28ª volta, Senna assumiu a liderança e garantiu o título mundial, na penúltima prova da temporada.

 O duelo com Piquet na Hungria (1986)



No GP da Hungria em 1986, Senna vinha em uma ascensão meteórica, mas ainda era piloto novato a bordo de uma humilde Lotus. De outro lado, o também brasileiro Nelson Piquet já tinha dois campeonatos mundiais (1981 e 1983) e pilotava uma Williams. Mas nada disso intimidou Senna, que travou um duelo de igual para igual. No treino classificatório, os dois pilotos baixavam segundos a cada volta, mas Senna garantiu a pole. Na corrida, os dois se revezavam na liderança, com ultrapassagens marcantes – como a de Piquet, que entrou para a história, ao aproveitar o vácuo da Lotus para passar por fora na reta dos boxes. Piquet venceu a corrida, mas o que ficou marcado no GP e na carreira de Senna foi a corajosa queda de braço.


 O talento na pista molhada de Portugal (1985)

Era apenas a segunda vez que Ayrton Senna pilotava sua Lotus, no GP de Portugal, no circuito do Estoril. Antes da partida, o motor do seu carro quebrou e a escuderia teve de fazer a troca, aproveitando o adiamento da largada em função da chuva. Mais uma vez, ele mostrou que dominava a pista molhada como ninguém e conquistou sua primeira vitória na categoria.

A quase-vitória em Mônaco (1984)

A bordo de sua Toleman, Ayrton Senna começou a corrida na 13ª posição. E sob muita chuva, fez belas ultrapassagens e começou a pressionar o líder, o francês Alain Prost. A performance do brasileiro era incrível e a liderança parecia ser questão de tempo. Mas a forte chuva levou ao cancelamento da corrida na 31ª volta (de um total de 76). Senna terminou em segundo, mas com o gostinho de quem venceria fácil…

Ayrton Senna Campeão/1988


Ayrton Senna - Bi-campeão/1990


Ayrton Senna - Tri-campeão/ 1991




Tamburello - A curva que tirou Senna de Cena








NO PÓDIO DOS CÉUS

Uma tarde de domingo, 
um País estrangeiro, 
um calor forte, 
um anúncio de morte, 
de um herói brasileiro. 

Um dia primeiro
em primeiro largou, 
uma bela largada,
uma curva fechada,
seus sonhos roubou.

Sonhos de campeão
de muitos troféus,
hoje o herói da pistas
vibra com as conquistas,
no Pódio dos Céus.

O Brasil chorou,
o mundo com pena
viu quando Deus chamou
e pros céus levou,
o Ayrton Senna.