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20 de abr de 2013

O homem é uma “espécie invasora”? Sua inteligência e sua civilização uma desgraça para o planeta?



O homem é uma “espécie invasora”? Sua inteligência e sua civilização uma desgraça para o planeta?


Por vezes, o tratamento que o ambientalismo dispensa ao homem e à civilização atinge abismos que parecem demasia anti-humana.

Certos arautos desse movimento ostentam uma ferocidade estarrecedora. Na coluna ao lado há alguns exemplos.

Essa predisposição anti-humana é descrita, também, no artigo “Ser humano: espécie invasora?” do Dr. José Eustáquio Diniz Alves, colunista do Portal EcoDebate, Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE.

De início, o articulista constata um fato reconhecido desde os filósofos gregos pelo menos, passando por São Tomás de Aquino até nossos dias:

O corpo humano quando comparado com o dos animais patenteia inferioridade de recursos para a supervivência. O homem nasce muito débil sem poder se alimentar a si próprio. Sua pele é delicada: não tem couro, pelo, plumas ou outra proteção. Não nada, não voa, não corre muito, não tem garras, venenos ou outros recursos para se defender ou pegar animais.


Entretanto, ele possui algo muito mais poderoso: a inteligência que lhe permite raciocinar, criar, desenvolver culturas e civilizações e dominar a natureza. Plantar, caçar e domesticar animais, pescar, fazer uma casa aconchegante, fundar cidades, melhorar as condições de vida em todos os sentidos.

Até aqui a concordância de uns e outros é muito grande. Porém, na hora de emitir um juízo sobre essa inteligência o ambientalismo assume uma atitude vertiginosamente contrária ao senso comum.

Possuir inteligência foi para os grandes filósofos da Antiguidade o sinal da natureza espiritual e do destino imortal do homem.

Para a teologia bíblica hebraico-cristã, foi sempre a prova de que o homem está dotado de uma alma espiritual destinada a viver eternamente e atingir a contemplação gozosa do próprio Deus. Por isso mesmo, o homem é posto no centro e tido rei da Criação.

A inteligência é o próprio fundamento de todo direito da natureza humana.

Ato pela "libertação animal"

Porém, o ambientalismo apregoa uma visão em tudo oposta: essa característica exclusiva do homem que o enobrece por cima de todo animal ou vegetal seria uma espécie de desgraça ou maldição para o planeta.


Assim apresenta essa interpretação o prof. José Eustáquio Diniz Alves no referido artigo, após descrever as fases presumidas da expansão humana sobre a face da Terra:
“A natureza do continente americano sofreu muito com a chegada humana, especialmente após o crescimento do volume de pessoas.

“Por exemplo, as migrações humanas que chegaram à ilha de Páscoa (Rapa Nui), pertencentes atualmente ao Chile, acabaram por destruir a natureza local e a própria civilização da terra dos Moais.

“A civilização Nasca no Peru, além de fazer as famosas linhas de Nasca, contribuíram para a degradação ambiental ao cortar as árvores locais que resistiam à pouca precipitação pluviométrica.

“Mas foi após a chegada de Cristóvão Colombo que os danos ao meio ambiente se intensificaram e a crise ambiental se agravou progressivamente.

“Em Galápagos, os equatorianos, durante mais de um século, mataram as tartarugas para fazer óleo e iluminar as cidades (como Guayaquil e Quito). 
 
“Das diversas espécies de tartarugas, uma tem uma dramática extinção, pois só havia sobrado o “solitário George” (último exemplar da espécie), que morreu no mês passado.

“Além disto, houve a introdução de diversas espécies invasores de plantas e bichos que destruíram grande parte da riqueza natural do arquipélago.

“Em dimensão bem maior, os Estados Unidos da América (EUA) são campeões mundiais de destruição ambiental e estão afetando, não só o seu território, mas o clima do Planeta.

“No Brasil, 93% da Mata Atlântica foi destruída a ferro e fogo.

“Outros biomas, como o Cerrado, os Pampas e a Amazônia estão indo pelo mesmo triste caminho.

Os rios das grandes cidades foram destruídos ou simplesmente viraram canais de esgoto, como os rios Tietê, Carioca e Arrudas, respectivamente, em São PauloRio de Janeiro e Belo Horizonte.

Os exemplos do impacto negativo da população humana são muitos e dramáticos. 


A destruição do solo, das águas e do ar se espalha com grande velocidade, destruindo a riqueza biológica e as espécies nativas e endêmicas.


Por isto, alguns pensadores estão reavaliando o papel das migrações e até considerando o ser humano uma espécie invasora. 

“As espécies invasoras são aquelas oriundas de outra região ou bioma, e que se adaptam e proliferam muito bem no novo ambiente, competindo com as espécies nativas por nutrientes, luz solar e espaço físico.

“Em geral, elas modificam o ecossistema original e reduzem a biodiversidade. Por falta de predadores naturais, as espécies invasores multiplicam sua presença como uma praga.

“Por exemplo, o filósofo britânico John Gray, em entrevista à revista Época (29/05/2006), apresenta um prognóstico pessimista sobre a humanidade:
A espécie humana expandiu-se a tal ponto que ameaça a existência dos outros seres. Tornou-se uma praga que destrói e ameaça o equilíbrio do planeta.

“E a Terra reagiu. O processo de eliminação da humanidade já está em curso e, a meu ver, é inevitável



“Vai se dar pela combinação do agravamento do efeito estufa com desastres climáticos e a escassez de recursos.

A boa notícia é que, livre do homem, o planeta poderá se recuperar e seguir seu curso”.

O homo sapiens – majora o prof. José Eustáquio Diniz Alves – utilizou o cérebro para construir uma avançada civilização planetária, mas tem utilizado a sua inteligência de maneira instrumental e egoísta. 


O impacto humano já ultrapassou a capacidade de regeneração de todos os continentes. 

“Não há mais fronteiras para novas migrações.

Será que o homo sapiens que se espalhou pelo Planeta (chegando por último ao continente americano) pode ser classificado como uma espécie invasora? 

“Ou haverá uma forma evitar seus efeitos daninhos?”
A pregação dessas visualizações tão depreciativas do ser humano, não pressagia catástrofes tal vez iguais ou comparáveis às descritas no “Livro Negro do Comunismo”, precedidas elas também por ideologias que reduzem o homem a mais um animal, puramente material, em evolução?

Postado por Luis Dufaur

Fonte: Verde: a cor nova do comunismo