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27 de jul de 2013

Boa noite Brasil - Fique sabendo!




Oriente Médio: Entenda o conflito árabe-israelense


Os conflitos que hoje assolam o Oriente Médio têm diferentes motivos. O principal deles diz respeito ao território: israelenses e palestinos lutam para assegurar terras sobre as quais, segundo eles, têm direito milenar. Outra questão diz respeito à cultura e à imposição de valores ocidentais às milenares tradições orientais. Pode-se ainda mencionar o fator econômico - talvez o preponderante: potências capitalistas desejam estabelecer um ponto estratégico na mais rica região petrolífera do planeta. E ainda existe a questão política.

As tensões perduram há séculos. Expulsos da Palestina pelos romanos já no século 1 da Era Cristã, os judeus acalentaram durante séculos o sonho de retornar à "Terra Prometida", enfrentando todo tipo de discriminação e perseguição. Todavia, o território, durante sua ausência, foi ocupado por outros povos que, igualmente, sentem-se no direito de nele permanecer de modo autônomo.

Durante o domínio britânico sobre a região, os ingleses permitiram a compra de terras na Palestina por ricos judeus de todo mundo que começaram a reocupar a região. Essa maciça migração de judeus para a Terra Santa chamou-se Sionismo, em referência à Colina de Sion, em Jerusalém.

Os ingleses após a Primeira Guerra Mundial, comprometeram-se a ajudar os judeus a construir um Estado livre e independente em território palestino, buscando, assim, enfraquecer os árabes e conquistar vantagens econômicas na região. Entre os anos 1930 e 1940, intensificou-se consideravelmente a imigração judaica para a Palestina.

O descontrolado ingresso de judeus na Palestina acarretou sérios problemas já às vésperas da Segunda Grande Guerra: as áreas de assentamento judeu e palestino não foram delimitadas e grupos de características étnicas e religiosas tão diferentes tiveram que compartilhar o mesmo território, de onde resultam graves hostilidades entre ambos.

Com o holocausto promovido pelos nazistas durante a Segunda Guerra, a opinião pública, sensibilizada com os sofrimentos dos judeus, concordou com a criação de um Estado judeu na Palestina. A recém-criada Organização das Nações Unidas estabeleceu que a solução para os problemas do Oriente Médio seria sua prioridade, com a anuência dos Estados Unidos e da Inglaterra, interessados em estabelecer um aliado na região, já que não confiavam nos Estados árabes que a cercavam. Os palestinos, por sua vez, também almejavam a criação de um Estado independente em território palestino e, para isso, contavam com o apoio dos países árabes.

Em 1947, a ONU estabeleceu a divisão do território palestino entre judeus, que ocupariam 57% das terras com seus 700 mil habitantes, e palestinos, cuja população de cerca de 1,3 milhão de habitantes ocuparia os restantes 43% do território.

Com a retirada das tropas britânicas que ocupavam a região, começou, em 1948, uma guerra entre Israel e a Liga Árabe, criada em 1945 e que reunia Estados Árabes que procuravam defender a independência e a integridade de seus membros. A guerra foi liderada pela Jordânia e pelo Egito. Israel venceu o conflito e ocupou áreas reservadas aos palestinos, ampliando para 75% o domínio sobre as terras da região. O Egito assumiu o controle sobre a Faixa de Gaza e a Jordânia criou a Cisjordânia.

Em 1956, o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser declarou guerra a Inglaterra, França e Israel com o objetivo de assumir definitivamente o controle sobre o canal de Suez, em mãos europeias desde sua construção. Para isso contou com o apoio da União Soviética, país que, no contexto da Guerra Fria, apoiava todas as iniciativas de libertação nacional a fim de conquistar aliados para o bloco socialista. Durante o conflito, Israel ocupou a Península do Sinai, mas, devolveu-a logo em seguida, devido à pressão norte-americana.

Organização para a Libertação da Palestina (OLP)

Para defender a luta palestina no sentido da criação de um Estado autônomo, foi criada a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em 1964, tendo como líder Iasser Arafat. Nas fileiras da OLP, surgiu o Al Fatah, braço armado da organização que prega a luta armada e o terrorismo para destruir Israel. A OLP só recentemente foi reconhecida por Israel como representante dos interesses palestinos na questão territorial. Até então, quando havia negociações de paz, seus membros ingressavam em delegações de países árabes como Egito e Jordânia.

Em 1967, novo conflito eclodiu entre árabes e israelenses. Após a retirada das tropas da ONU que guardavam a fronteira entre Egito e Israel, soldados israelenses avançaram sobre a Península do Sinai, a Faixa de Gaza e as colinas de Golã. As sucessivas ocupações de Israel sobre áreas de população palestina obrigaram-na a refugiar-se em países vizinhos - sobretudo ao sul do Líbano - onde passaram a viver em condições subumanas, acarretando problemas para esses países. Além disso, a partir do sul do Líbano, a OLP, passou a bombardear alvos israelenses na Galileia, levando o Exército de Israel a realizar violentas operações de represália contra o território libanês a partir de 1972.

A OLP adotou o terrorismo como estratégia de luta contra Israel que, por sua vez, com amplo apoio das potências ocidentais, desenvolvia respeitável aparato bélico.

Como resposta às invasões israelenses de 1967, no feriado judeu do Yom Kippur (Dia do Perdão) de 1968, Egito e Síria desfecharam ataque simultâneo a Israel que revidou prontamente, vencendo as forças agressoras. Nas áreas que iam sendo ocupadas por Israel, principalmente em Gaza e na Cisjordânia, surgiram colônias judaicas protegidas por soldados israelenses. A estratégia visava consolidar o domínio sobre o território. Atualmente, mais de 170 mil judeus vivem em assentamentos nos territórios ocupados por Israel.

Acordos de paz

Quando o presidente Anuar Sadat assumiu a presidência do Egito, assumiu uma postura de distanciamento da União Soviética e de aproximação dos Estados Unidos. Daí resultaram conversações de paz entre egípcios e israelenses que resultaram num acordo formalizado em Camp David, em 1979. Assinaram o acordo, sob os olhos do presidente norte-americano Jimmy Carter, o presidente egípcio, Sadat, e o primeiro-ministro israelense, o ultra-direitista, Menahem Begin. O acordo previa que Israel devolveria o Sinai para o Egito até 1982 e que em Gaza e na Cisjordânia nasceria uma "autoridade autônoma", da qual a OLP não participaria, e que governaria essas regiões por 5 anos, até a retirada definitiva de Israel. O acordo não agradou nem aos judeus instalados nas colônias do Sinai, de Gaza e da Cisjordânia, nem muito menos aos árabes que esperavam maiores concessões por parte dos israelenses. Por isso, Sadat, considerado por muitos, traidor da causa árabe no Oriente Médio, foi assassinado em 1981.

Intifada

Na década de 1980, as negociações sobre o futuro do Oriente Médio não avançaram. De um lado, os árabes iniciam a Intifada, rebelião popular em Gaza, cujo estopim foi o atropelamento e morte de quatro palestinos por um caminhão do exército israelense, em 1987. Adolescentes, munidos de paus e pedras, enfrentaram, nas ruas, os soldados de Israel e o levante se alastrou. A repressão israelense foi brutal. Desde então, os choques entre palestinos e colonos nas áreas de ocupação israelense têm sido frequentes.

Em 1992, porém, a eleição de Itzhak Rabin, membro do Partido Trabalhista, para Primeiro Ministro de Israel, favoreceu a retomada das conversações de paz entre árabes e israelenses. Simultaneamente, Arafat, enfraquecido pelas dissidências internas a OLP, já adotava uma postura menos belicista e mais conciliadora.

A disposição de ambos levou-os, em 1993, a um encontro em Oslo, onde ficou decidido que, de forma gradual, Israel devolveria a Faixa de Gaza (área pobre onde se espremem 800 mil palestinos) e de Jericó, na Jordânia, para a administração direta e autônoma dos palestinos, apesar dos cerca de 100 mil colonos judeus ali instalados permanecerem protegidos pelo exército israelense.

Ao acordo, opuseram-se as facções palestinas hostis a Arafat, alegando que as concessões de Israel eram pequenas frente aos desejos dos palestinos, e os israelenses que habitam as regiões a serem devolvidas. Em 4 de novembro de 1995, durante um comício pela paz na Praça dos Reis, em Tel Aviv, um estudante judeu de 27 anos, membro de uma organização paramilitar de extrema direita, assassinou Itzhak Rabin.

As negociações de paz não avançaram depois da eleição de Benjamin Netanyahu, do Likud, partido de direita israelense, para o cargo de primeiro ministro. Netanyahu não estava disposto a fazer concessões aos palestinos. Todavia, em 1999, realizaram-se eleições gerais em Israel e o Partido Trabalhista, representado agora por Ehud Barak, foi reconduzido ao poder, reabrindo as negociações de paz para a região. O grande obstáculo nesse momento é decidir sobre a situação de Jerusalém, cidade sagrada tanto para judeus quanto para muçulmanos.

Todavia, em setembro de 2000, um episódio marcaria o acirramento das tensões entre palestinos e israelenses, quando Ariel Sharon, líder do Partido Conservador e principal expoente do conservadorismo judeu, "visitou" a Esplanada das Mesquitas em Jerusalém. O ato pareceu uma forte provocação aos árabes e deu início à "nova intifada". Ataques terroristas e confrontos diretos entre palestinos e israelenses tornaram-se cada vez mais frequentes, ameaçando perigosamente as conversações de paz.

A situação, porém, tornou-se mais violenta quando, no início de 2001, o mesmo Ariel Sharon foi eleito Primeiro Ministro de Israel, revelando o sentimento dominante entre os israelenses de não retomar as negociações para a criação do Estado Palestino enquanto durar a intifada.
Diante da violência dos atentados terroristas promovidos pelo Hamas e pelo Hezbolah, grupos extremistas árabes que pregam o extermínio dos judeus, as ações do exército israelense também têm sido cada vez mais cruéis, atingindo, inclusive, a população civil das regiões dominadas.




A maldição da Palestina






Um conflito no Oriente Médio pode dar início à Terceira Guerra?

Provavelmente, não. O conflito entre a organização terrorista árabe Hizbollah e Israel, que levou a mais de mil mortos no Líbano e mais de cem em Israel entre os meses de julho e agosto, pode envolver mais cinco ou seis países, mas não tem potencial para comprometer as grandes potências mundiais. "O que pode acontecer, neste caso, é um agravamento regional. A guerra pode eventualmente envolver a Síria, que apóia o Hizbollah, ou o Irã, que é a fonte do armamento dos árabes. Uma guerra mundial está fora de cogitação", afirma o cientista político Antonio Carlos Peixoto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. A possibilidade de um confronto de grandes proporções hoje é bem mais remota do que, digamos, há 20 anos, quando o mundo ainda era dividido entre duas potências, Estados Unidos e União Soviética, que viviam a guerra fria. Esses dois países detinham um enorme poderio militar e, no caso de um conflito, eram capazes de arrastar para a briga vários países de sua órbita de influência. "Com o colapso da União Soviética, a única potência estratégico-militar são os Estados Unidos. Os outros países estão bem distantes", diz Antonio Carlos. A intervenção mais efetiva da ONU, a Organização das Nações Unidas, também é outro fator que inibe conflitos de maior proporção. Na briga entre árabes e israelenses, por exemplo, a organização intercedeu e acabou conseguindo que os inimigos assinassem um termo de cessar-fogo para encerrar a guerra. Isso não significa, porém, que o mundo virou um lugar mais tranqüilo. Pelo contrário: aqui e ali, ainda pipocam no globo conflitos de tirar o sono de qualquer pacifista. Na ilustração ao lado, a gente conta a história de três dessas brigas e de três casos que podem virar briga a qualquer momento.




Gerald Celente: Oriente Médio já está fora de controle, Terceira Guerra Mundial está próxima

O pesquisador em Tendências Gerald Celente prevê guerra no Oriente Médio. Ele diz: "A situação está fora de controle." Celente acha que o ataque de Israel à Síria significa que a 3ª Guerra Mundial está a caminho. O ciclo levando a guerra começou com o crash de 2008.

Celente diz: "Crash, depressão, guerras monetárias... guerras comerciais e, em seguida, verdadeiras guerras. Isso é o que estamos vendo de novo".

Adverte Celente: "Esta é uma guerra por procuração contra o Irã, porque quando a Síria está sufocada, então, o Irã é deixado sozinho cercado por inimigos. Então, isso é o que estamos realmente olhando. O jogo final é o Irã".

"O que acontecerá se o Irã e Israel entram em guerra? Será que o Estreito de Ormuz será o próximo, a gasolina explodirá a mais de US$ 10 o galão, e os mercados implodem?

Celente diz: "Todas as alternativas acima."


PS: Ative as legendas para maior esclarecimento.

Rússia envia submarinos nucleares para mares do sul

[Imagem: ?m=02&d=20130601&t=2&...E9500Z2Z00]

A Rússia pretende retomar as patrulhas de submarinos nucleares nos mares do sul, após um hiato de mais de 20 anos após a dissolução da União Soviética, a agência de notícias Itar-Tass informou neste sábado, em mais um exemplo dos esforços para reavivar a Moscou militar.

O plano para enviar submarinos da classe Borei, projetado para transportar 16 mísseis nucleares de longo alcance, para o hemisfério sul segue a decisão do presidente Vladimir Putin em março para implantar uma unidade naval no Mar Mediterrâneo em uma base permanente a partir deste ano.

"O renascimento de patrulhas de submarinos nucleares nos permitirá cumprir as tarefas de dissuasão estratégica, não só através do Pólo Norte, mas também o Pólo Sul", citou a estatal Itar-Tass através um funcionário não identificado do Estado-Maior Geral

O funcionário disse que as patrulhas seria faseada ao longo de vários anos. O Yuri Dolgoruky, o primeiro dos oito submarinos da classe Borei que a Rússia pretende lançar em 2020, entrou em serviço este ano.

Putin sublinhou a importância de um exército forte e ágil desde que voltou à presidência em maio passado. Em 13 anos no poder, ele foi muitas vezes citado às ameaças externas quando se fala da necessidade de uma forças armada de confiança e unidade com à política russa.

Os temores de um confronto nuclear entre a Rússia e os Estados Unidos diminuiu nos últimos anos e o frio dos inimigos da época da Guerra assinou um tratado histórico em 2010, o estabelecimento de limites mais baixos no tamanho de seus arsenais nucleares de longo alcance.

Mas os números limitados de ogivas e veículos de entrega, tais como submarinos que assumiram no âmbito do novo tratado ainda são o suficiente para devastar o mundo. Putin deixou claro a Rússia vai continuar a atualizar o seu arsenal.

Uma base em terra na Rússia é capaz de lançar mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) que voariam sobre parte norte do globo, como os lançados a partir de submarinos no hemisfério norte.
Ambos os submarinos da classe Borei e os mísseis balísticos Bulava que carregam foram projetados na década de 1990, quando as indústrias de ciências e de defesa foram severamente subfinanciado. [Adivinhem por quem?]

Rússia vê no Bulava como a espinha dorsal de seu futuro na dissuasão nuclear, mas o programa foi criado para trás por vários lançamentos mal feitos ao longo dos últimos anos.

Reportagem de Sonya Hepinstall
Por Alexei Anishchuk
MOSCOW | Sat Jun 1, 2013 9:40 am EDT

Algumas curiosidades de bônus:

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